Em 16 de março, mais uma vez de forma unificada, os servidores federais lançarão suas campanhas por reajustes salariais, melhores condições de trabalhos, concursos públicos, entre outras demandas da categoria.

A decisão de lançar campanha unificada foi tomada no último fim de semana do mês de fevereiro, através da reunião dos servidores em Brasília na Fonasef (Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais).

A Fonasef deste ano definiu o calendário das atividades, bem como os pleitos que a categoria negociará com o #Governo federal. As bandeiras que ganharam destaque e serão defendidas este ano pelos servidores são a negociação coletiva, regulamentação do direito de greve, a paridade entre ativos e inativos, entre outras.

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Como muitos pontos não foram resolvidos nas últimas campanhas, tais como: política de reajuste salarial permanente no serviço público e data base de reajustes em 1º de maio por exemplo, essas pautas retornarão para a mesa de negociações com o Planalto.

Este ano os sindicatos continuarão na luta pela isonomia dos benefícios entre os Poderes (alimentação, creche, diárias) e a incorporação das gratificações de desempenho no vencimento base. Os representantes sindicais deverão permanecer atentos aos projetos de lei e as PEC's que beneficiam os servidores, assim como as consideras prejudiciais à categoria.

Em 2003 foi efetuada a reforma previdenciária que trouxe muitos prejuízos aos trabalhadores de forma generalizada. Como o STF julgou e condenou os participantes do chamado 'mensalão' que a época ajudaram o governo federal a aprovar projetos na Câmara e no Senado, incluindo esta reforma, os sindicalistas estão mobilizados a tentar reverter essa reforma previdenciária, na esperança de conseguir a anulação da mesma que ainda está em vigor.

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Outras discussões que foram debatidas na Fonasef: reforma política, correção da tabela do Imposto de Renda, superávit primário, meios de trabalho a distância (modalidade já praticada por alguns órgãos do Judiciário), direitos dos quilombolas e povos indígenas.

A expectativa é de mais um ano de arrocho salarial e com intensos debates e mobilização da categoria. Servidores e o Governo Federal poderiam estar lado a lado, mas enquanto a União tratar seus funcionários como gasto e não como investimento, a tendência é que permaneçam a oposição de ideias e o atrito entre ambas as partes aumente.

EVENTOS JÁ CONFIRMADOS:

14 de abril e 1º de maio - Ato unificado em Brasília entre categorias de servidores unificados e sociedade civil.

8 de Março - Ato em favor da 'Contra-reforma a Previdência Social'  #Crise econômica