Um fato inusitado pode marcar o rito do impeachment contra a presidente da república #Dilma Rousseff. De acordo com informações do jornal Folha de São Paulo em matéria publicada nesta terça-feira, 22, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, do PMDB do Rio de Janeiro, já planeja colocar a votação que pode culminar com a saída de Rousseff do poder em um domingo. A ideia de Eduardo Cunha é aliar os votos dos deputados com uma manifestação popular, que ainda não foi marcada. As grandes manifestações contra Dilma tem acontecido justamente aos fins de semana, quando as pessoas costumeiramente não trabalham. 

Os protestos devem pressionar os deputados na hora do voto, especialmente porque tudo deve ganhar uma grande cobertura de toda a mídia.

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Todo processo, que geralmente demora 45 dias, pode ser abreviado. A maioria dos especialistas acredita que até o meio de abril, já devemos saber se a presidente continua ou não no poder. Um aliado de Cunha disse à Folha de São Paulo que a votação no domingo é uma maneira de fazer a população brasileira participar. 

Caso não haja nenhum entrave judicial, como vem acontecendo até o momento, antes do fim de abril o processo já deve ter sido decidido até no Senado brasileiro. O que ainda não ficou definido é como será a votação no Plenário. A ideia é que a chamada seja nonimal, ou seja, cada deputado, um a um, será chamado ao microfone, onde poderá votar abertamente. Como são centenas de parlamentares, apenas para esse processo deve se levar um dia inteiro. Eduardo Cunha teria sinalizado para a ala peemedebista que a votação deve começar com a região Sul do país, onde haveria uma maior adesão pró-#Impeachment.

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Os últimos a votarem seriam justamente os deputados do Nordeste e do Norte, onde o apoio à Rousseff é bem maior.

Enquanto isso, advogados e juristas tentam ver maneiras de salvar a pele da presidente. Além dela, seu aliado político, Luiz Inácio #Lula da Silva, vive dias ruins em sua carreira política. Ele até agora não conseguiu tomar posse efetiva do cargo de Ministro da Casa Civil.