Na noite desta terça-feira, 19, treze partidos diferentes se uniram para detonar a presidente da república Dilma Rousseff. A união ocorreu depois de uma entrevista coletiva dada pela líder do Partido dos Trabalhadores (PT) a jornalistas internacionais no Palácio do Planalto, Brasília. Na conversa, a petista respondeu perguntas sobre o seu processo de #Impeachment, que no domingo, 17, acabou sendo aprovado por 367 votos na Câmara dos deputados.  PMDB, PSDB, PSD, DEM, PRB, PTB, SD, PTN, PSC, PPS, PV, PROS e PSL assinaram o texto.

Nas linhas da nota de repúdio publicada pelas legendas, os partidos criticam o tom utilizado por Dilma ao conceder entrevista para repórteres do exterior.

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Na conversa, ela voltou a falar que está sofrendo um golpe de estado e que não irá desistir de seu mandato, afirmando que não cometeu qualquer crime e que no Brasil para um presidente ser afastado é necessário cometer o crime de responsabilidade fiscal. Rousseff ainda criticou o presidente da Câmara Eduardo Cunha e seu vice-presidente, Michel Temer, que assumiria o poder no caso de deposição da petista. 

Na nota, o discurso de Dilma foi comparado a um teatro, sendo chamado de triste espetáculo. Os partidos criticaram ainda a forma como a presidente tentou desqualificar a decisão majoritária dada pela Câmara dos deputados. As treze legendas lembram ainda que a aliada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva insiste ao discursar sobre um ilegalidade que não existe, pois o processo de impeachment está sendo baseado na constituição.

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Além disso, a oposição lembra que o rito do impedimento foi aprovado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), não dando mais uma vez margem a qualquer tipo de ilegalidade.

O início da possibilidade de impedimento de Dilma começou ainda no final do ano passado. Desde lá, passaram-se cinco meses e a expectativa é que apenas em maio o Senado vote ou não pelo afastamento de Rousseff. Na nota de repúdio, os partidos lembram ainda que Dilma cometeu o maior crime de todos, que foi vitimar toda a nação e que peca ao fazer uma vitimização da própria pessoa, ao invés de tentar achar uma solução para o impasse. #Dilma Rousseff #Crise-de-governo