17 de abril: esse é o dia que constará nos livros de história desta e das próximas gerações. O dia em que milhões de pessoas que saíram às ruas gritando basta de corrupção, foram ouvidas pelos parlamentares, que disseram: 'Sim pelo impeachment'.

Apesar de momentos tensos com discussões acaloradas e acusações políticas e criminosas, a maior parte dos deputados federais votaram a favor da saída de #Dilma Rousseff. Mesmo que a votação siga uma segunda etapa no Senado, que deve ocorrer em poucas semanas, o PT já considera a batalha perdida, pois a maior parte dos senadores são a favor do impeachment.

Por conta disso, Lula já tem autorização de Renan Calheiros, presidente do Congresso Nacional, para defender a criação de uma emenda constitucional que permita novas eleições gerais.

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Embora seja pouco provável que a maioria dos senadores e deputados aprovem 'encurtar' seus respectivos mandatos, Renan informou a imprensa que não descarta criar uma comissão especial para esse tipo de discussão.

Tentativas de conter o impeachment

Durante toda a semana Dilma e Lula correram contra o tempo para convencerem parlamentares a votarem contra o impeachment. Embora não haja provas sobre algumas acusações, alguns deputados acusaram Dilma e Lula de comprar votos com dinheiro e terras públicas e pretendem protocolar uma queixa-crime contra a presidente nessa segunda-feira, 18.

Apoio popular

Milhões de pessoas saíram as ruas em todo o Brasil. Na Avenida Paulista, coração de São Paulo, um telão foi disponibilizado para que os manifestantes pudessem acompanhar a votação. Em Brasília, a Força Nacional fez a segurança de manifestantes pró e contra o governo e nenhum incidente foi divulgado até o momento.

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Deputados aclamados

Alguns deputados tiveram maior destaque na hora da votação, sobretudo os parlamentares da 'Bancada da bala', formada por deputados que foram delegados, policiais e militares, como é o caso do militar Jair Bolsonaro e seu filho, o policial federal, Eduardo Bolsonaro.

A transmissão foi realizada por pelo menos dez emissoras de TV (abertas e pagas) e canais da internet, como Jovem Pan e Notícias da TV. #Crise-de-governo