A presidenta Dilma Rousseff cancelou faltando poucas horas de ir ao ar o seu pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão. Faltando dois dias para a votação do impeachment, a líder petista estaria com receio do conteúdo do texto que gravou. Ela chama o impedimento de golpe, critica (mesmo sem citar) o presidente da Câmara Eduardo Cunha e o vice-presidente Michel Temer. De acordo com informações da EBC, o objetivo da presidente foi evitar conflitos, especialmente antes da hora. A secretaria de comunicação social do governo avalia agora se o pronunciamento irá ao ar amanhã, 16, ou então se ele será veiculado apenas nas redes sociais.

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O clima no país nesse fim de semana já era de conflito. Diversos prédios, como o da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foram pichados. Em Brasília, a polícia do Distrito Federal apreendeu facões e estiletes em quatro ônibus do Movimento dos Sem Terra (MST). O MST também realizou protestos em diversas regiões do país, fechando vias importantes e atrapalhando o trânsito. Os que protestam dizem que lutam pela democracia e falam que o processo de #Impeachment contra a líder política do país não está baseado em nenhum crime, como prevê a constituição. 

O Partido Solidariedade chegou a entrar com uma ação da Justiça de Brasília, solicitando que o discurso de Dilma na televisão fosse suspenso, sob pena de multa de R$ 200 mil. 

De acordo com a Folha de São Paulo, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo se reuniu à tarde com a presidente e assistiu o vídeo gravado por ela.

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Ele avaliou que o conteúdo poderia trazer problemas jurídicos para a petista, pois ela usaria um espaço público, tido apenas para ações do governo, para se defender. Dessa vez, Dilma preferiu ouvir o seu principal defensor jurídico, suspendendo por hora o seu pronunciamento. 

A presidente virou dúvida também em um evento que ocorrerá neste sábado, 16, em Brasília, quando acontecerá um protesto em seu apoio. A participação dela já era dada como certo, mas interlocutores garantem que ela tem evitado ao máximo se expôr, especialmente porque agora já não tinha muito o que fazer, quando a maioria dos deputados já decidiu qual posição irá tomar na Câmara.  #Lula #Dilma Rousseff