Nesta segunda-feira, 25, dois Senadores protagonizaram um momento mais quente durante a votação que determinou a formação da Comissão do Senado que analisará o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Lindbergh Farias, eleito pelo Partido dos Trabalhadores do Rio de Janeiro, não concordava com a escolha de Antonio Anastasia, do PSDB, para ser relator do caso. Ele então interpelou ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), para que outro nome fosse escolhido. Entre os argumentos utilizados por Lindbergh estaria a falta de parcialidade do congressista.

O petista acusou o PSDB de não ter aceito a derrota nas eleições eleitorais e de agora tentar chegar ao poder sem passar pela escolha democrática.

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Ele então lembrou de recursos adotados pelo então candidato à presidência #Aécio Neves, que chegou a entrar com um processo no Tribunal Superior Eleitoral contra a chapa de Dilma. A campanha da petista ainda está para ser analisada pelo Tribunal, quase dois anos depois dela ter sido reeleita.

Aécio Neves então pediu espaço e detonou Lindbergh. Ele disse que não iria cair nos comentários do colega e decidiu citar o pensamento do filósofo Platão, argumentando que pessoas inteligentes falam de ideias, mas que pessoas medíocres falam de pessoas. Segundo Aécio, Farias em todos os seus posicionamentos no Senado ataca outras pessoas, citando o próprio Anastasia, ao invés de debater uma solução para o entrave polêmico.

Veja abaixo o vídeo que provocou polêmica na internet:

O Senador petista acabou perdendo o embate e Anastasia acabou sendo eleito relator do processo de impeachment da presidente #Dilma Rousseff.

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A primeira reunião oficial da comissão do impedimento aconteceu nesta terça-feira, 26. Existe a expectativa para que até o dia 6 de maio haja um parecer sobre o documento. A votação do afastamento da representante do Partido dos Trabalhadores (PT) deve acontecer no dia 11 ou 16. Para que o afastamento aconteça são necessários 41 votos (isso se os 81 Senadores comparecessem ao local). Em seguida, Dilma tem vinte dias para realizar 20 dias e o Congresso até 180 dias para organizar a última votação, que define se Rousseff será ou não deposta.  #Crise-de-governo