Neste domingo,17,  acontece a votação na Câmara dos deputados que vai avaliar se o #Impeachment da presidente Dilma Rousseff passará ou não para o Senado. Passando, passa a ser a vez dos Senadores avaliarem o processo contra a líder petista. Aprovado o documento, Dilma é afastada por 180 dias e só depois existe uma nova votação, que decide de vez se ela será deposta ou não. Nesse meio tempo, ela receberá metade de seu salário, mesmo sem exercer qualquer tipo de função pública. A informação foi confirmada nesta sexta-feira, 15, pelo jornal Folha de São Paulo.

O pagamento do salário de Rousseff é previsto na lei do impeachment.

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Sendo assim, ela receberá durante seis meses R$ 15.400, tendo também as outras vantagens de ser presidente, como segurança particular. Esse número multiplicado por seis dá R$ 92.400, pagos com dinheiro do povo, que a elegeu para o seu segundo mandato no fim de 2014. Para o processo de Dilma passar pelo Senado são necessários 41 Senadores. A conta é de que pelos menos 44 já são contra ela. Para a deposição, esse número aumenta, chegando a mais de 60% do total, como já acontece com a Câmara dos deputados.

No tempo em que ficará afastada, a presidente não poderá, por exemplo, ser presa, sob nenhum tipo de hipótese. No entanto, todos os cargos e até o gabinete pessoal da república passam a ser do vice, que vira presidente interino. No caso, isso será feito por Michel Temer. Isso se todo o processo contra Dilma se confirmar.

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Rousseff ainda teria auxílio de outros funcionários, mas provavelmente não poderia usar o avião oficial. Não é um consenso de que ela possa utilizá-lo, diz a Folha. 

No caso do impeachment de Fernando Collor de Mello, por exemplo, a justiça proibiu que ele utilizasse imóveis da união e até carros pertencentes ao estado. Como você dele lembrar, antes mesmo da votação no Senado, Collor pediu sua renúncia, em um momento que entrou para a história. Mesmo assim, ele acabou perdendo seus direitos políticos por oito anos, mesmo mais tarde tendo sido inocentado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). #Lula #Dilma Rousseff