Nas últimas semanas, quem acompanha sites petistas ou os próprios discursos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem visto que o argumento da legenda para o estigma do "golpe" tem se pautado em veículos de comunicação. Mas uma entrevista dada nesta quarta-feira, 27, pode mostrar que a coisa não é tão positiva lá fora como vem se falando. #Dilma Rousseff conversou com exclusividade com Christiane Amanpour, considera uma espécie de bam-bam-bam da CNN, o maior canal de notícias do mundo, com credibilidade em todo o planeta. A maioria dos filmes que necessita mostrar alguma cobertura jornalística costuma usar justamente montagens de transmissões da CNN.

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No Twitter, Christiane deu uma prévia de como será a conversa, que só irá ao ar nesta quinta-feira, 28. A repórter detona os argumentos de Dilma e faz contra ela diversos questionamentos, colocando a chefe de estado contra a parede. A jornalista começa a lembrar dados terríveis para o governo, dizendo que a popularidade da petista hoje está abaixo dos 10%, fazendo com que ela seja considerada uma das piores líderes do mundo, eleita também a pior decepção do planeta. "isso é muito, muito baixo", diz a apresentadora. 

Ela também lembra que o processo de #Impeachment de Dilma passou com uma vasta maioria pela Câmar. Números tão ruins para Dilma que surpreenderam até quem a apoiava. "Você não parece ter muitos amigos no Congresso. Você acha que vai sobreviver ao impeachment no Senado?”, observou a repórter internacional.

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A presidente então tenta se esquivar, dizendo que o impeachment no Brasil precisa ser baseado em um crime e que sua popularidade não tem nada a ver com isso. A jornalista então diz que sabe disso e volta a fazer a pergunta cabal: "você acha que vai sobreviver?". "Lutarei para sobreviver", respondeu a presidente com um rosto de poucos amigos. 

A entrevista mostra que a mídia não está apoiando Dilma, assim como o PT um dia chegou a pensar. Rousseff tentou usar como argumentos outros episódios de líderes impopulares pelo exterior e dados ruins de governos pelo mundo para dizer que isso não basta para gerar o impedimento. A jornalista tentava obter de Dilma o óbvio, como ela governaria sem ter praticamente nenhum apoio.