O cantor Tico Santa Cruz virou um dos assuntos mais comentados da internet nesta quarta-feira, 13. Franco apoiador do governo da presidente da república Dilma Rousseff, ele acabou sendo retirado do voo G3 1130, que ia de São Paulo para a cidade de Maringá. Mas a retirada do ex-Detonautas não foi fácil e até a Polícia Federal foi chamada. De acordo com Tico, ele estava indo dar uma palestra em uma faculdade da região. O conteúdo do discurso não foi mencionado. Por conta do verdadeiro barraco no voo, a decolagem acabou saindo atrasada. 

Tudo começou depois que Tico viu um assento sem ninguém e decidiu ficar no local. Ele não quis perder tempo e se sentar no local que comprou.

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De acordo com o apoiador de Dilma, uma pessoa da empresa Gol veio atrás dele para questionar se aquele era seu assento. Como não tinha comprovante da compra daquela cadeira, ele foi convidado a se retirar, pois aquele era o "assento conforto", mais caro que os demais. 

Antes mesmo de Tico de posicionar sobre o caso, passageiros irritados e outros que apoiavam o cantor, decidiram ficar toda a confusão. Diversos vídeos foram parar no Facebook e no Youtube. Nas imagens de um deles, Santa Cruz usa argumentos jurídicos para não sair do local e cita o artigo 39, presente no Código de Defesa do Consumidor. Essa lei em questão diz que um produto não pode sofrer elevada mudança de preço sem justificativas. Em entrevista ao jornal Extra, Tico disse que o voo não era dividido por classes, portanto, segundo ele, não poderiam ter valores diferentes por conta do mesmo serviço.

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Além de reclamar, o cantor confirmou que não quis sair do local. Em seguida, ele disse que muitos passageiros ficaram irritados devido ao atraso do voo e pela discussão com os comissários de bordo. Nesse momento, a Polícia Federal foi chamada e o retirou da aeronave. O apoiador da presidente disse que a expulsão foi irregular, que isso só deve acontecer se o passageiro estivesse fora do controle, o que não era o caso. 

A Gol disse que a ação não é ilegal e que informa a todos os passageiros, sem distinção, que as sete primeiras fileiras tem preços diferenciados, pois tem mais espaço entre as cadeiras, além da possibilidade de reclinar os assentos. Na nota, a empresa ainda disse que essas cadeiras são facilmente identificadas pois tem cores diferentes. A empresa ainda lamentou a confusão, mas que não poderia tratar Santa Cruz de maneira diferente só por ele ser conhecido.  #Crime