Na última semana, os eleitores da cidade de São Paulo se surpreenderam após uma uma investigação do Ministério Público Estadual ser divulgada pela imprensa. O órgão apura se o vereador Marco Antonio Ricciardelli (do PTB), popularmente conhecido como Marquito, teria obrigado os funcionários de seu gabinete a pagar uma espécie de "dízimo". Indícios e testemunhas dizem que Marquito fazia com que quem trabalhasse com ele devolvesse uma parte do que recebia para o próprio gabinete. Além de Marquito, Edson Roberto Pressi, assessor do vereador, também é investigado pelo Ministério Público Estadual. 

Neste fim de semana, um áudio divulgado pela 'Veja São Paulo' complicou a situação do político paulista, que nas horas vagas trabalha como palhaço no 'Programa do Ratinho', no #SBT.

Publicidade
Publicidade

Ela mostra que Marquito pressionou um dos seus funcionários depois de saber que ele estaria com intenções de denunciá-lo. O nome do ex-contratado não foi identificado no áudio nem nos escritos da 'Veja'. Além do político, o assessor dele também fala ao telefone e em determinado momento menciona a lei do mais forte. 

Apesar de toda a polêmica em torno do caso, o palhaço televisivo continua sendo contratado pelo SBT. Nem mesmo Carlos Massa, o popular Ratinho, que vive criticando as autoridades por tomar providências, decidiu afastar o integrante de seu programa. 

A conversa é longa, demora alguns minutos. Ela começa com Marquito dizendo que está ouvindo por aí que o ex-contratado quer ferrá-lo. Em seguida, ele lembra que se houver uma denúncia, terá também que ter prova. Do contrário, a coisa pode ficar complicada.

Publicidade

"Porque estou indo atrás de você com um delegado amigo meu”, disse o político em uma frase ameaçadora. 

Depois quem assumi o telefone é Pressi, o assessor do contratado do SBT. O homem que ajuda a construir a imagem do político diz para que há dois lados. Um deles seria o mais forte, o do vereador, o outro o do ex-funcionário, que quer abrir a boca e contar que perdeu boa parte do que ganhou pagando o suposto "dízimo" ao gabinete. "O que for mais forte ganha. É assim a vida”, alerta Pressi na conversa.  #Governo #Crime