O deputado federal Jair Bolsonaro, eleito pelo PSC do Rio de Janeiro, talvez não imaginasse o quanto sua declaração no dia da votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff pudesse render. Ele fez uma homenagem ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, um dos maiores torturadores do regime militar, o que desagradou muita gente. Primeiro foi a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) quem avisou que entraria com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para cassar o mandato de Bolsonaro. Nesta quarta-feira, 20, outro órgão importante, a Procuradoria-Geral da República, disse que também instalaria um processo para investigar o caso. De acordo com a PGR, a abertura acontece depois da entidade ter recebido 17.853 denúncias, um número recorde. 

Quem analisará a conduta de Bolsonaro é Rodrigo Janot, procurador-geral que recentemente deu parecer contrário a posse do do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no cargo de Ministro da Casa Civil.

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Por ter foro privilegiado, o deputado acusado de incitar o fascismo só pode ser processado pela PGR no âmbito do STF. Após a declaração fazendo referência a Ustra, Bolsonaro se envolveu em outra polêmica, dessa vez com o deputado Jean Wyllys, do PSOL carioca. De acordo com Jean, seu rival pegou pelo seu braço e em seguida fez comentários impublicáveis. Irritado, Jean cuspiu no parlamentar, gerando muita polêmica. Dias depois, outro vídeo mostrou Flávio Bolsonaro, também deputado e filho do acusado de promover o fascismo cometendo o mesmo ato que Jean, mas contra Wyllys. Imagens mostraram Flávio cuspindo no parlamentar. 

Apesar de abrir um processo contra o polêmico deputado, a procuradoria ainda não informou a que #Crime ele poderia ser processado. A representação dos Direitos Humanos, na Costa Rica, também analisará o caso a pedido da OAB do Rio de Janeiro.

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Mesmo se vendo pressionado de todos os lados, inclusive com petições que pedem o fim de seu mandato, Bolsonaro disse que não retiraria uma palavra do que disse quando decidiu dar o seu "sim" pelo prosseguimento do processo de impedimento de Dilma ao Senado.  #Governo #Crise-de-governo