Neste domingo, 17, um momento curioso aconteceu na Câmara dos deputados. Após o deputado federal do PSOL  (Rio de Janeiro) Jean Wyllys anunciar que seu voto era contrário ao impeachment da presidente da república #Dilma Rousseff, ele se entranhou com o também parlamentar eleito pelo Rio Jair Bolsonaro (PSC). De acordo com Jean, Bolsonaro teria pego pelo seu braço e dito palavras ofensivas a ele. Em seguida, ele confirma que cuspiu em direção ao político rival. Já Bolsonaro revelou em entrevistas que sequer tocou em Wyllys. As imagens da Câmara, segundo ele, provariam isso. Ele tampouco teria falado as tais ofensas.

Em entrevista ao jornal Extra publicada nesta segunda-feira, 18, Jair disse que irá processar o deputado do PSOL.

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O processo não será na esfera judicial, mas sim no Conselho de Ética da Câmara, que pode tomar uma decisão punitiva contra o ex-participante do 'Big Brother Brasil'. Em seu discurso, Jair chegou a exaltar um coronel da ditadura conhecido por ser um dos maiores torturadores do golpe, Carlos Alberto Brilhante Ustra. Ele votou a favor do impedimento da presidente Dilma, enquanto seu rival votou contra e ainda chamou os colegas do Plenário de "canalhas". "Durmam com essa", bradou o parlamentar no momento de seu voto. 

Segundo Bolsonaro, Jean não gostou do seu discurso e saiu exaltado porque teria perdido a votação já aquela altura. Em seguida, irritado, Wyllys cuspiu no rival, como as câmeras e o próprio Jean confirmaram. De acordo com Jair, o cuspe teria atingido também outros colegas. Ele voltou a afirmar que não xingou seu colega de Câmara e argumentou: "não vou chutar cachorro morto".

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Jean voltou a dizer nas redes sociais que foi agredido e que por isso revidou. Ele ainda disse que cuspiria no rival quantas vezes fosse necessário. Sobre a possibilidade de ser processado eticamente, ele desabafou: "não tenho medo". 

O caso gerou grande repercussão nas redes sociais e foi o maior evento de agressão da votação tensa contra a presidente Dilma. No final, Rousseff saiu perdendo. Ela levou 367 votos e agora o seu processo de impeachment será enviado ao Senado Federal. Já nesta segunda-feira, Eduardo Cunha deve protocolar a decisão que entrará para a história. A previsão é que o Senado demore até duas semanas para dar um parecer sobre o assunto.  #PT #Crise-de-governo