Claudia Cristina Sobral, acusada de matar o marido nos Estados Unidos em 2007, foi presa em Brasília pela Polícia Federal no último dia 20. A brasileira teria perdido a nacionalidade brasileira logo que se naturalizou norte-americana em 1999. Portanto, o Ministério Público entendeu que Claudia Hoerig (nome adotado após a nacionalização americana) abriu mão de sua nacionalidade brasileira ao se casar com um americano. Karl Hoerig era piloto da Força Aérea em Ohio.

Em março de 2007, Claudia retornou ao Brasil dois dias antes do seu esposo ser encontrado já sem vida pelas autoridades americanas, em sua própria residencia. Desde então, autoridades americanas tentam deportá-la para que seja julgada nas leis do país onde ocorreu o assassinato.

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Um dia antes de ser presa, a acusada tentou reverter sua nacionalidade, enviando um mandado de segurança contra a decisão da #Justiça. Porém o Ministério Público Federal destacou a tentativa como ato de má fé, tentando assim salvar-se do processo criminal. O advogado Antonio Andrade Lopes defende que a cliente tem dupla nacionalidade, o que seria uma coisa natural, segundo ele.

O mandato de prisão foi expedido pelo Supremo Tribunal Federal na semana passada, não havendo mais chances de recurso. A partir de então, Claudia é cidadã americana, acusada de homicídio e se encontra no Brasil.

Se condenada, de acordo com as legislações de onde ocorreu o assassinato, em Ohio, Claudia poderá ser condenada à pena de morte através de injeção letal ou prisão perpétua. Enquanto aguarda o procedimento para extradição, onde o governo americano tem até 60 dias para realizar, a indiciada se encontra presa na Superintendência  Regional do Distrito Federal.

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O crime

Em março de 2007, Karl Hoerig foi encontrado morto em sua casa. Autoridades americanas indicam Claudia como autora do assassinato. De acordo com o processo, ela teria comprado uma arma e realizado treinamentos de tiros, além de realizar transferências de dinheiro da conta do marido para sua. Após ser denunciada, ela teria então voltado para o Brasil, onde de acordo com a Constituição Brasileira, a réu não poderia ser extraditada.  #Crime #Casos de polícia