Este domingo, dia 17 de abril, foi um dia atípico para os deputados federais brasileiros. No Congresso Nacional foi votada a admissibilidade do processo de impeachment da presidente da república Dilma Rouseff (PT). Com mais de 342 votos a favor do impedimento da Chefe do Poder Executivo, os legisladores aprovaram na Câmara o prosseguimento do processo que irá investigar crime de responsabilidade da presidente petista.

Com discursos fortes, placas escritas com palavras de ordem e muita confusão, os deputados aproveitaram o momento de "fama", até mesmo, para mandar recadinhos para a família, amigos, correligionários e eleitores.

Publicidade
Publicidade

A internet não perdoou e tratou de criar uma porção de memes esculachando os deputados federais do Brasil.

Com a aprovação, o processo segue para o Senado Federal, que pode ou não abrir o processo de #Impeachment. Nessa fase, se a maioria dos senadores votar a favor da abertura do processo, Dilma será afastada do cargo, com 20 dias para se defender. O Senado terá até 180 dias para emitir um parecer a respeito do impedimento da presidente da república, é aberta uma nova votação, com necessidade de voto a favor de dois terços dos senadores. Se isso ocorrer, ela é deposta e perde os direitos políticos por oito anos e quem entra na presidente, conforme a linha sucessória, é o vice Michel Temer (PMDB).

Publicidade

Após Temer, que ainda pode ser impedido de governar, o presidente da Câmara dos Deputados, investigado também pela Operação Lava-Jato, Eduardo Cunha (PMDB) pode assumir a presidência se até á ele não provar inocência. Caso também seja deposto, Renan Calheiros (PMDB), presidente do Senado, pode assumir.

Cuspe, discursos inflamados e ódio

Durante a votação, que parou todo o país, muitos deputados se exaltaram em seus discursos. Jair Bolsonaro (PSC-Rio) evocou o nome de um dos torturadores de Dilma durante a Ditadura Militar, Carlos Alberto Ustra. Na época, a presidente foi torturada, levou um soco e perdeu um dente. O parlamentar saudou o período militar e votou a favor do impeachment.

Já o baiano Jean Wyllys (PSOL-Rio) votou contra o que ele e membros da bancada governistas chamam de "golpe" e disse que quem orquestrou essa votação são "canalhas" e "analfabetos políticos". O deputado cuspiu no rosto de Bolsonaro e assumiu por meio de uma rede social após a publicação de fotos pela imprensa. 

Jean disse que foi ofendido com palavras homofóbicas por membros da bancada que está votando contra Dilma.

"Eu reagi cuspindo no fascista. Não vou negar e nem me envergonhar disso", escreveu.

Jean é o único deputado federal assumidamente homossexual da Câmara.

#Dilma Rousseff #Crise-de-governo