Nesta sexta-feira, 29, a Comissão do impeachment do Senado recebeu os advogados de defesa da presidente da república Dilma Rousseff. Para defender a líder petista foram convocados o Advogado-Geral da União, José Eduardo Cardozo, o Ministro da Fazenda, Nelson Barbosa e a Ministra da Agricultura, Kátia Abreu. Cardozo foi o preferido dos congressistas, do governo e da oposição para questionamentos. Em determinado momento, o Senador Magno Malta, do Partido da República do Espírito Santo, mais uma vez lembrou que na campanha eleitoral da líder petista ela prometeu mundos e fundos, mesmo sendo avisada de que boa parte das promessas não poderiam ser cumpridas.

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Ele foi além, dizendo que seu voto era sabido, a favor do #Impeachment, mas que se o advogado de Dilma dissesse que ela não mentiu durante a campanha eleitoral escolheria pelo contra, dando certeza que Cardozo era uma pessoa íntegra e que não teria coragem de dizer isso. Cardozo então, com um sorriso no rosto disse que fez parte do início da formulação da campanha petista pela reeleição e que ela jamais imaginou que os dados da economia fossem piorar tanto, portanto, segundo ele, a presidente não mentiu. "Agora o senhor já pode mudar seu voto", disse mais uma vez com sorriso no rosto Advogado-geral da união.

Após a fala, alguns Senadores deram risadas e Magno Malta disse que Cardozo só dizia isso porque era advogado da presidente. "Eu até entendo, mas confesso que você não seria capaz de dizer isso", conclui Malta.

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Após muitas horas da Comissão, Cardozo chegou a sair da sessão por cerca de vinte minutos para fazer um lanche. Até o fechamento desta reportagem, por volta das 16h no horário de Brasília, a Comissão continuava em Brasília, impressionando pela sua duração.

Nesta quinta-feira, 28, foi a vez dos advogados de acusação se pronunciarem, explicando por quais crimes Dilma era acusada. Na sessão estiveram a professora de direito da USP Janaína Paschoal e o ex-Ministro da Justiça Miguel Reale Junior. A comissão encerrou seus trabalhos depois da uma hora da madrugada.  #Dilma Rousseff #Crise-de-governo