A crise política está fazendo uma verdadeira mudança no dia a dia da presidente da república Dilma Rousseff. De acordo com informações do jornal O Globo em reportagem publicada neste domingo, 10, o temor de que algo possa acontecer com a presidente fez com que seu gabinete pessoal decidisse que a petista só participaria de eventos completamente controlados. Ou seja, a presidente só saiu de Brasília para participar de atos completamente favoráveis à ela.

""A seleção de agendas está sendo feita com muito cuidado pelo gabinete para diminuir ao máximo o risco", disse ao Globo um representante do gabinete presidencial. 

Qualquer um que protestasse contra Dilma, mesmo com uma simples faixa, era retirado desses encontros.

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Dilma se reuniu com camponeses, beneficiários do Bolsa Família e cidadãos que receberam suas residências no 'Minha Casa, Minha Vida'. O medo do gabinete pessoal de Dilma faz sentido. Líderes políticos no Brasil e no mundo já foram vítimas de agressões, atentados e até assassinatos. Como a crise se intensificou, essa possibilidade aumenta. 

A maioria dos eventos que envolvem a presidente estão sendo realizados no próprio Palácio do Planalto, justamente para evitar deslocamentos. Como só pode entrar quem apóia a presidente, as ações estão sendo chamadas de comícios pela oposição. Rousseff é acusada de usar o espaço público para tentar se beneficiar no momento em que enfrenta seu processo de #Impeachment na Câmara dos Deputados. 

O Palácio da Alvorada também está com segurança reforçada. A visitação está proibida e barreira de isolamento foram colocadas em volta da construção.

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Nem mesmo ciclistas podem passar perto do local. Estudos para ver se existem manifestantes infiltrados também estão sendo realizados e dependendo do risco da situação o efetivo de policiais é aumentado.

Durante os protestos do dia 17, barreiras também devem separar os brasileiros contra e a favor da presidente. Essa é a data mais provável para ser votado o impeachment de Dilma. Manifestações em todo o país também estão sendo programadas. A ideia é colocar pressão nos deputados, para que esses aprovem o projeto de deposição de Rousseff e que assim o documento seja enviado ao Senado.  #Lula #Dilma Rousseff