Desde que assumiu o seu primeiro mandato, em 1º de janeiro de 2010, a presidente Dilma Rousseff todos os anos fazia um pronunciamento no Dia do Trabalho, que esse ano é comemorado neste domingo, 1º de ano. Lutando contra um processo de #Impeachment e extremamente impopular, tendo avaliação positiva de menos de 10% da população brasileira, a líder do Partido dos Trabalhadores (PT) não usará a cadeia de rádio e televisão para falar a respeito da data especial. De acordo com informações do site do jornal 'O Tempo', o motivo seria um medo de um novo panelaço. Todas as últimas vezes que Dilma ou seu companheiro político, Luiz Inácio #Lula da Silva, falaram em rede aberta, acabaram "vítimas" de vaias e panelas batidas em diversas regiões do Brasil. 

No entanto, a presidente gravará um vídeo que será divulgado na internet, assim como aconteceu com o seu último pronunciamento, publicado dias antes de acontecer a votação do prosseguimento do impeachment na Câmara dos deputados.

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No dia 17 de abril, 367 deputados votaram "sim" pelo impedimento de Dilma. Neste sábado, 30, ela se reuniu com o Ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, com quem decidiu que deve fazer reajustes em programas sociais. Mesmo orientada a não fazer isso, a presidente deve anunciar um pacote de bondades. Uma delas seria a correção em 5% no imposto de renda, coisa que não houve neste ano. 

A presença de Dilma também é esperada  em um evento da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em um evento realizado em São Paulo. O Palácio do Planalto, no entanto, ainda não confirmou os reajustes, tampouco a participação da líder petista no evento do principal sindicato de trabalhadores do país. Neste fim de semana, a presidente já havia anunciado a postergação do programa 'Mais Médicos'. Ela autorizou que profissionais da saúde estrangeiros permaneçam por pelo menos mais três anos no Brasil.

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A aceleração do "pacote de bondades" deve continuar até o dia em que o Senado votará peplo afastamento ou não de Dilma. Essa votação é prevista para o dia 11.  #Dilma Rousseff