Acabou na noite desta segunda-feira, 11, a Comissão que definiria se o relatório do impeachment da presidente Dilma Rousseff era válido ou não. A maioria dos deputados, representando os partidos políticos, votou para que a votação seja realizada no Plenário da Câmara dos deputados, no dia 17. Ao todo, são 65 deputados que realizaram seus votos. Os votos foram encerrados às 20h36. Foram 38 votos a favor e 27 contra o relatório do impedimento. Antes mesmo dos votos serem todos contabilizados, os representantes do governo diziam que o processo poderia até passar nessa fase, mas que o povo brasileiro diria não contra o golpe. Enquanto os deputados debatiam votos contra e a favor do impedimento, uma novidade acontecia na política brasileira.

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Um áudio gravado pelo vice-presidente mostra ele fazendo o discurso de posse, ou pelo menos treinando. De acordo com Michel Temer, ele acabou se equivocando ao enviar o material através do Whatsapp. Temer revelou que não deve mudar praticamente nada em seu discurso e que já era sabida sua opinião em um momento tão importante para a política brasileira. Apesar de confirmar o que disse na gravação, o vice chamou o episódio de equívoco. 

Com a aprovação da votação do impedimento, a oficialização do processo, aprovado ou não de saída de Dilma acontecerá no dia 17, um domingo. Neste dia, estão previstas grandes manifestações em todo o país, inclusive em Brasília. Na região da Esplanada dos Ministérios foram erguidos muros, que tem o objetivo de separar os protestos contra e a favor de Dilma.

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No meio da barreiras estarão as forças de segurança. 

Nesta segunda, no Rio de Janeiro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou um ato a favor da líder petista. Ele recebeu artistas como Chico Buarque na região da Lapa, ponto turístico da cidade maravilhosa. Ainda não foram divulgadas estimativas de público, nem pela organização, tampouco pela Polícia Militar.

Após a confirmação da aprovação do relatório, deputados começaram a gritar palavras de ordem, como "Fora Dilma" e "Não vai ter golpe".  #PT #Dilma Rousseff #Impeachment