Morar em Roraima, único estado fora do sistema energético interligado do Brasil, não é tarefa fácil. Desde que o governo da Venezuela, comandado por Nicolás Maduro, comunicou que o país passaria por uma racionamento de energia, os habitantes do estado estão penando e acumulando prejuízos. Maduro pediu paciência e avisou que todos os dias quem recebe a energia venezuela ficará pelo menos quatro horas no escuro. Isso só não é válido para Caracas, capital do país. De acordo com informações da Folha de São Paulo em reportagem publicada neste domingo, 24, só uma sorveteria de Roraima chegou a registrar o prejuízo de R$ 15 mil em um dia. No cinema, a situação foi pior.

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Sessões interrompidas antes do fim tem o dinheiro devolvido para os clientes. Um projetor queimado custou 210 mil reais. E assim a economia do estado vai sendo prejudicada, com poucos insistindo em investir. 

Ao todo são 505 mil habitantes que parecem esquecidos pelos governos brasileiros. Entre janeiro e março, o estado teve dez apagões totais. Alguns duraram cerca de doze horas. O desligamento não foi em um bairro ou município, foi total. Antes mesmo do racionamento anunciado pela Venezuela, a coisa não funcionava bem. No ano passado, segundo a Folha, foram 14. Com a crise energética tudo piorou e se a média continuar, esse número pode chegar a 40 nesse ano, um crescimento de 200% em um serviço que já era deficitário. E a melhora dessa situação parece que não virá tão cedo.

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Isso porque o Brasil e a Venezuela tem um contrato de transmissão de energia que vai até o ano de 2021. A transmissão chega ao estado através do chamado "linhão de Guru", que funciona desde 2001. 

De acordo com a governadora do estado, Suely Campos, do Partido Progressista, a Venezuela tem entregado menos energia do que o prometido. O jeito está sendo recorrer às termelétricas. O problema é que elas estão deficitárias de diesel. Foi isso o que ocorreu no mês passado, quando o estado passou doze horas horas sem luz. Em entrevista à Folha, Suely reconheceu que o estado vive uma insegurança energética enorme.  #Dilma Rousseff #É Manchete!