De acordo com um especialista político vinculado à Blasting News em reportagem publicada nesta quinta-feira, 28, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, eleito pelo PMDB do Rio de Janeiro, disse que a Câmara não parou, mas que devido à importância do processo de #Impeachment da presidente #Dilma Rousseff, os trabalhos foram desacelerados. O peemedebista já tinha lembrado que a líder petista e o próprio Partido dos Trabalhadores (#PT) já estavam sem força na casa. De acordo com Cunha, até emendas de interesse do próprio governo acabaram obstruídas pelos deputados da base aliada de Dilma. 

Cunha explicou que o fato do impedimento estar no Senado interrompe o diálogo dos dois lados, ficando difícil debater qualquer tipo de pauta importante na casa.

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O objetivo do peemedebista é fazer com que votações, especialmente as importantes, continuem, mesmo sabendo dos problemas que tem a enfrentar neste momento. A câmara, segundo o deputado federal, não pode parar, pois presta serviços para o povo brasileiro. No entanto, Cunha explicou que muitos dos líderes dos partidos estão ficando sem vontade de exercer a política neste momento, por isso, o importante é que o Senado Federal tome uma decisão rapidamente, não importando para ele se Dilma Rousseff será ou não afastado. Até lá, sendo ele a Câmara andará em "câmera lenta". 

O deputado federal ainda reclamou das ofensas que tem sofrido de grupos adversários, especialmente aqueles que acham que ele é o algoz de Dilma. Durante sessões, ele já ganhou adjetivos extremamente desagradáveis, indo de "bandido" a "gângster".

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Segundo o deputado, uma queixa-crime será enviada à mais alta corte do país, o Supremo Tribunal Federal (STF), fazendo uma representação contra parlamentares que usarem de falta de decoro para se referir a ele. Ele ainda teria dito que o Partido dos Trabalhadores é uma "organização criminosa ". 

Segundo Cunha, essa postura de agonia está sendo tomada porque muitos políticos vinculados à legenda do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vão acabar perdendo suas "boquinhas" e que o partido não tem qualquer moral para chamar uma pessoa de criminosa. Nos últimos tempos, o PT foi alvo de diversas investigações que tiveram pessoas importantes ligadas à sigla investigadas ou presas. Uma delas foi o Senador Delcídio do Amaral, líder do governo no Congresso e que agora está sem partido.