Mesmo lutando contra um processo de #Impeachment visto pela maioria dos seus opositores e até aliados como iminente, a presidente da república Dilma Rousseff continua realizando reuniões com grupos sociais que a apoiam. Foi isso o que aconteceu nesta segunda-feira, 25, quando a líder petista teve um encontro com movimentos sociais, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Movimento dos Sem Terra (MST) e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Dentre as pautas reivindicadas segundo informações do Estadão estão Ministérios e também mais dinheiro para as organizações e programas sociais. 

A ideia é que vagas dos políticos que deixaram recentemente diversos Ministérios sejam trocadas por novas cadeiras, estas mais próximas às siglas que defendem Dilma, fazendo, por exemplo, a interdição de vias por todo o Brasil e até invadindo terrenos particulares.

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Entre os líderes que conversaram com Dilma em Brasília está Guilherme Boulos, do MTST, que disse que não haveria paz, caso Rousseff fosse retirada do poder e que o seu processo de impeachment é um golpe. Quem também compareceu foi o presidente da CUT, Vagner Campos, e João Pedro Stédile, um dos coordenadores do MST. 

Os líderes dos movimentos avaliaram que é preciso começar desde já uma oposição a um possível governo de Michel Temer e tentam correr contra o tempo. A ideia deles foi para que Dilma liberasse mais dinheiro para programas como o 'Bolsa Família', que por conta da crise econômica sofreu uma grande desvalorização. Eles também solicitam que Dilma tire do congressos projetos polêmicos, que poderiam vir a tirar os direitos dos trabalhadores. 

Os manifestantes também querem a reforma agrária e mais investimentos para o 'Minha Casa Minha Vida'.

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A presidente ouviu todas as reivindicações e disse que pensaria nelas, não dando, portanto, um parecer favorável ou contrário às pautas. Para aprovar qualquer uma das mudanças citadas nessa reportagem, a líder petista teria que lutar contra o tempo. Há quem acredite que seu afastamento será daqui a cerca de 15 dias. Pelo menos é com esse cronograma que muitos Senadores tem trabalhado.  #Dilma Rousseff