Depois do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, do PMDB do Rio de Janeiro, proibir a entrada de pessoas "estranhas" na votação do impeachment, marcada para este domingo, 17, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) insiste em querer assistir a esse momento histórico de perto. O sindicato ligado ao Partido dos Trabalhadores (#PT) apoia a presidente Dilma Rousseff e é contra o seu impedimento. Na noite desta sexta-feira, 15, de acordo com informações do UOL, após ser proibida de entrar na Câmara, a CUT entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para conseguir a liberação e marcar pressão na votação. O nome da ação, chamada de "salvo conduto", pede a entrada na Câmara através de todos os setores, especialmente nas galerias. 

No argumento, a Central Única dos Trabalhadores argumenta que o presidente da Câmara não está sendo isento durante a votação e que o povo brasileiro sabe que ele é assumidamente um apoiador da deposição de Dilma Rousseff.

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Por isso, segundo a CUT, Cunha estaria proibindo a participação da Sociedade Civil. A organização sindical acusa ainda Cunha de não só proibir a entrada nessa votação especificamente, mas também em outros. 

Ninguém pode entrar

De acordo com a CUT, os sindicalizados do movimento são os que sofrem as maiores sanções do deputado federal. Segundo o movimento que apoia o ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva, isso acontece porque o sindicato luga pela democracia, sendo contra o impedimento de Dilma Rousseff. A organização diz ainda que entre os dias 11 e 15 de abril também não pode entrar no local para expôr sua opinião sobre a votação histórica que acontecerá no país. O documento que motivou a entrada no STF e seus argumentos são apoiados pelos dirigentes da CUT. É bom lembrar que não só a CUT, mas sindicatos, movimentos sociais e entidades, sejam elas contra ou a favor da presidente também tiveram nesses dias suas entradas vetadas. 

O clima é de tensão em Brasília.

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Mais cedo, na porta do hotel onde Lula está hospedado houve um episódio lamentável. 30 manifestantes pró-#Impeachment estavam no local gritando frases de ordem, quando um comboio vinculado ao ex-presidente passava. Um dos seguranças saiu de um carro branco e com chutes, socos e empurrões ele agrediu um jovem estudante de 23 anos. Os ferimentos foram exibidos aos jornalistas que estavam no local.