A delação premiada  de Diogo Ferreira, ex-braço direito do Senador (ex-PT) Delcídio do Amaral continua ganhando grande repercussão na mídia. Nesta terça-feira, 19, o site da revista Época publicou mensagens trocadas por Diogo e Marcelo Navarro, Ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça). A conversa aconteceu por meio do WhatasApp e mostra a proximidade de Navarro e Delcídio. Segundo Diogo, existiria um suposto plano do governo federal em atrapalhar as investigações da operação Lava Jato, que apura o desvio de dinheiro da maior estatal brasileira, a Petrobrás. A suspeita é que a nomeação de Navarro pela presidente Dilma Rousseff só teria acontecido justamente  com esse intuito, atrapalhar a Lava Jato e o juiz federal Sérgio Moro, que coordena as investigações. 

A delação de Diogo foi homologada na última quinta-feira, 14, por Teori Zavacki, Ministro do STF (Supremo Tribunal Federal).

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Nas explicações dadas à mais alta corte do país, o ex-braço direito de Delcídio disse que ouviu diversas vezes conversas em que ficava claro que a nomeação do Ministro do STJ teria o intuito de barrar a investigação de Sérgio Moro. O maior beneficiário da estratégia política seria Marcelo Odebrechet, dono de uma das  maiores empreiteiras do país, que leva o seu sobrenome. Ainda segundo o ex-braço direito do Senador hoje sem partido, Delcídio não teve a mesma intenção a nenhum outro candidato ao posto do STJ. Naquele momento, Navarro ainda não havia sido nomeado por Dilma. Ao todo, o Ministro do STJ teria ido três vezes no gabinete do Senador, então líder do governo no Senado. 

Também ao STF, segundo a Época, Ferreira teria ouvido que a presidente #Dilma Rousseff pediu para que Delcídio convencesse que o futuro Ministro do STJ tivesse um compromisso mais alinhado com o governo, conseguindo assim liberar réus investigados e presos por Sérgio Moro.

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Quem também teria tido compromisso parecido era o Ministro Joaquim Falcão.

No último domingo, 17, a presidente Dilma perdeu na Câmara dos deputados a votação que decidiu que seu processo de impeachment seguiria ao Senado. Na Câmara, a derrota foi com 367 votos, bem mais do que o governo esperava receber, já que houve muitas "traições".  #Lula #Crise-de-governo