De acordo com informações do portal de notícias UOL postadas na tarde desta quinta-feira, 14, o deputado federal Rubens Junior, do PCdoB do Maranhão tentará reverter o impeachment da presidente da república Dilma Rousseff no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele não concorda com a forma como a votação do domingo, 17, será realizada pela Câmara presidida por Eduardo Cunha, do PMDB do Rio de Janeiro. Segundo ele, Cunha está tentando fazer uma manobra para que o grupo pró impedimento seja favorecido, começando a votação pelos deputados do sul, mais favoráveis ao impeachment.

Rubens Junior entrou um mandado de segurança na mais alta suprema corte do país alegando que o presidente da Câmara mudou a ordem do regimento da votação sem consultar outros deputados e deixando de seguir o próprio regimento.

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O deputado usará como base de seu argumento a votação realizada contra o ex-presidente Fernando Collor de Mello, em 1992. Naquela época, Collor acabou pedindo a renúncia do cargo político mais importante do país. 

A votação que tende a ser negativa para a petista está prevista para começar às 14h de domingo. Muito antes do resultado oficial, nesta quarta-feira, 13, deputados da oposição já comemoravam a vitória contra a petista. Segundo eles, já existem parlamentares suficientes para que o impedimento passe. Até o meio dia desta quinta, o infográfico promovido pelo estadão com números do processo mostrava 333 deputados confirmados a votar contra Dilma. Se o número for confirmado, ainda faltariam nove parlamentares para levar o documento ao senado. Do outro lado, eram confirmados 126 aliados à Rousseff.

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54 ainda não responderam à pesquisa ou estão indecisos sobre placar. Ou seja, para que o impeachment seja aprovado é necessário menos de 20% desse total que ainda não respondeu a pesquisa ainda informal. 

A presidente disse nessa quarta que os números eram apenas uma guerra psicológica e que brigaria até o último minuto para vencer essa batalha. Se perder no Senado, a petista confessa: "aí eu sou carta fora do baralho". Apesar da confissão, ela não descartou recorrer ao STF durante o processo contrário ao seu governo. #PT #Lula #Dilma Rousseff