O deputado Alfredo Nascimento, eleito pelo PR do Amazonas foi uma das maiores surpresas durante a votação sobre o #Impeachment da presidente Dilma Rousseff, realizada neste domingo, 17. Ele que já havia se manifestado que era a favor do impeachment, mas que por conta de seu partido teria que dar outro voto. No entanto, na hora 'H', ele decidiu mudar seu voto e acabou entrando para a história, sendo muito aplaudido pelos colegas da oposição do Partido dos Trabalhadores (PT). Antes de anunciar o seu 'Sim', ele anunciou também que estava renunciando a seu cargo. 

É bom lembrar que o partido de Alfredo, o Partido da República, já havia anunciado que seu voto seria contra o impedimento de Dilma, orientando assim seus deputados a votarem da mesma forma.

Publicidade
Publicidade

O partido, no entanto, disse que ninguém seria punido caso decidisse tomar posição diferentes. Outras legendas, como o PDT, anunciaram que os parlamentares que votassem conta a legenda seriam expulsos. 

Alfredo Nascimento iniciou seu discurso relembrando que é o presidente nacional do Partido da República e disse que se reuniu com líderes da executiva de seu partido. Ele lembrou que o PR decidiu, de maneira democrática e pela maioria dos parlamentares que votaria "Não" nesse momento decisivo. No entanto, ele não poderia fazer isso de consciência limpa. Alfredo disse que respeitava a legenda que o elegeu e seus colegas, mas que comunicava à Câmara dos Deputados que não presidiria mais o PR pois seu entendimento era diferente com o que seu partido pregava. 

É bom lembrar que Alfredo teve função importante no governo da presidente Dilma.

Publicidade

Em 2011, ele foi Ministro dos Transportes ainda no primeiro mandato de Rousseff. Ele também já foi Senador antes de se eleger deputado federal. Ainda em 2011, o hoje deputado foi o primeiro Ministro a ser exonerado pela líder petista. Na época, a exoneração ficou conhecida como uma "faxina de ética", pois muitos dos demitidos eram acusados de cometer diversas irregularidades. 

O deputado não foi o único a renunciar à liderança de um partido por pensar de  uma maneira diferente. Maurício Quintella Lessa, do PR alagoano renunciou ao cargo de líder na Câmara. Seu sucesso, no entanto, anunciou que era contra o impedimento. Até o fechamento desta reportagem, às 19h45 no horário de Brasília, 167 deputados haviam votado sim e 45 não (ou abstiveram-se de votar). Para que o processo contra Dilma siga ao Senado são necessários 342 votos.  #Dilma Rousseff #Crise-de-governo