De acordo com informações do jornal Folha de São Paulo em reportagem publicada nesta quarta-feira, 27, a presidente Dilma Rousseff já admite que seu afastamento é inevitável. Por conta disso, a líder petista deve tomar medidas que evitem que o vice, Michel Temer, possa aparecer como mentor de projetos importantes. O objetivo de Dilma, segundo a Folha, é 'limpar as gavetas' do governo, não deixando nada ou quase nada para o seu sucessor. Além dos projetos, o objetivo de Rousseff seria não receber reclamações de Temer de que seu governo era desorganizado, um argumento que pode ser usado por ele, caso as medidas de mudança a serem adotadas demorem para ser efetuadas. 

A ideia teria o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e busca também os movimentos populares, que devem entoar nos próximos meses a tese de que o impedimento é um "golpe", falando também que a gestão de Temer é "ilegítima".

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Com isso, segundo a Folha, Rousseff decidiu apressar o que está para ficar pronto. Os próximos dias de Rousseff no governo devem ser movimentados. A votação do Senado deve acontecer já no próximo dia 11 no Senado. O mais provável é que o afastamento da presidente seja aceito, especialmente porque essa votação só exige metade mais um dos Senadores, ou seja, 41 dos 81. Atualmente, segundo um infográfico produzido pelo Estadão, 50 nomes já confirmaram que serão a favor do impedimento. 20 deles mostraram-se contrários ao #Impeachment 

Nesta terça-feira, 26, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se com o presidente do Senado Renan Calheiros e solicitou uma opinião sobre a possibilidade de novas eleições serem aprovadas pelo Congresso. De acordo com Renan (em reportagem da Folha), a convocação do pleito através de uma PEC não seria aceita neste momento, já que o governo tem base minoritária.

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O jeito seria tentar colocar a ideia de plebiscito, com os próprios eleitores escolhendo se querem ou não novas eleições presidenciais na hora de votar para prefeito e governador. O plebiscito precisa ser convocado em até 60 dias antes da votação.  #Dilma Rousseff