Nesta sexta-feira, 08, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB do Rio de Janeiro) disse que se o Supremo Tribunal Federal (STF) o obrigasse a analisar o #Impeachment do vice-presidente da república Michel Temer, ele também faria o mesmo com Dilma Rousseff, que ainda tem nove pedidos de impedimento para serem analisados. Cunha está obrigado a analisar o documento contra Temer depois de uma decisão assinada pelo Ministro Marco Aurélio De acordo com informações do UOL, o Palácio está preocupado com a fala de Cunha e pode até acionar o STF para tentar deter a empreitada. 

Antes disso, no entanto, o governo tentará mobilizar os parlamentares, tentando fazer com que eles façam pressão e evitem que o presidente da Câmara coloque em votação os novos processos.

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Isso porque o momento político é muito instável com um processo de impedimento, podendo se tornar caótico com outros nove contra Dilma e dois contrários a Michel Temer. Com isso, o recurso administrativo poderia ser acelerado, tentando assim evitar a movimentação do deputado federal que preside a casa de parlamentares. 

Já o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo disse nesta sexta que vai esperar que os deputados tenham coerência na votação e que o processo não passe pela Câmara. Do contrário, ele informou que poderia sim acionar a mais suprema corte do país, já que o documento que pede o impedimento de Dilma não trás qualquer tipo de crime contra a líder do país e que isso seria um golpe.

Até o fechamento dessa reportagem, os deputados ainda discursavam na Comissão do impeachment.

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A previsão é que a fase dos discursos acabe entre três e quatro horas da madrugada deste sábado, 09. Já a votação do impedimento está marcada para o dia 17, um domingo. Segundo a coluna Painel da Folha de São Paulo, a votação será transmitida integralmente pela Rede Globo de Televisão. Como são mais de 500 deputados que devem votar nominalmente, o tempo da votação deve se estender por horas, o que pode causar uma grande comoção dentre os brasileiros, já que será exibida para todo o país.  #Lula #Dilma Rousseff