Na tarde desta quarta-feira, 13, a presidente do Brasil Dilma Rousseff deu uma das suas últimas entrevistas a jornalistas antes da votação do processo do #Impeachment, marcada para o próximo domingo, 17. Na conversa, ela tentou mostrar que não há desespero. Pelo contrário, deu respostar com bom humor e disse até que já sabe o que fazer caso seja deposta, ir para sua casa em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul: "tenho direito a aposentaria". A líder petista disse também que acredita muito na sua vitória, mas que se perder na Câmara dos Deputados, o jogo já terá acabado: 'se eu perder sou carta fora do baralho'. 

Perguntada sobre a possibilidade de levar o processo de impedimento à justiça, ela confirmou que essa pode sim ser uma possibilidade.

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Nesse caso, a análise seria feita para o Supremo Tribunal Federal (STF).Em outro momento, ela falou também pela primeira vez sobre o que fará caso vença o processo de impeachment e continue no cargo de presidente. De acordo com a líder petista, haverá uma proposta de repactuação. Essa, no entanto, não foi explicada. Segundo Rousseff, detalhes só seriam dados após o resultado na segunda-feira, 18. O Estadão publicou nesta quarta uma reportagem que mostra que 42 Senadores já anunciaram que concordam com o processo de impedimento de Dilma. O número já é suficiente para afastá-la por 180 dias.

Depois disso, haveria uma nova votação, na qual ficaria decidido se ela voltaria ou não ao poder. Se tudo isso acontecer antes do dia 31 de dezembro, haverá novas eleições diretas para o cargo, que precisam ser convocadas em até 180 dias.

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Lembrando que nesse ano já haverá eleições para prefeito, em outubro, mas se o trâmite do processo correr em sua normalidade, o novo pleito só seria realizado depois de novembro. 

Dilma disse ainda que vencendo o processo de impeachment, não haverá vencidos ou vencedores e que isso também se estende à oposição. A entrevista com jornalistas demorou mais de duas horas. Entre outros assuntos, ela comentou a decisão do PP em abandonar a base aliada do governo. Ela também revelou que não fará que nem Fernando Collor de Mello, presidente que em 1992 decidiu renunciar ao cargo. Segundo Rousseff, ela lutará pelo seu cargo até os 45 do segundo tempo. Sobre os números divulgados por diversos veículos de comunicação e até pela oposição que mostram grandes a chances dela perder, a presidente disse que isso não passava de uma guerra psicológica.  #PT #Dilma Rousseff