A presidente da república Dilma Rousseff tem criticado todas as instituições que são a favor do #Impeachment ou que mostram posicionamentos contra ela. Nesta sexta-feira, 22, por exemplo, ela decidiu reclamar até de três Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que criticaram o fato dela dizer que o impedimento era um "golpe de estado". A reclamação foi feita à Folha de São Paulo depois que a líder petista deu uma entrevista coletiva para dez veículos da mídia internacional. Os três minutos em questão são José Antônio Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Celso de Mello. O último deles chamou a decisão de Dilma usar este tipo de argumento como erro gravíssimo. 

De acordo com a líder política e companheira do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Ministro não tem que dar opinião, especialmente porque provavelmente ela recorrerá ao STF com um recurso para se livrar do impeachment.

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Rousseff continuou e disse que a opinião dos três Ministros não era a do Supremo, mesmo sabendo que eles representam uma parte significativa da mais alta corte brasileira. "São ministros que não deveriam dar opinião porque vão me julgar", desabafou.

Atualmente, o processo de impedimento da presidente está no Senado, onde uma comissão foi formada para julgar o mérito do documento da Câmara dos deputados. Essa comissão julga se o parecer da Câmara é válido ou não e manda o documento para ser votado por todos os Senadores. Mesmo que a comissão diga que o impeachment não é válido, a votação acontece. Caso 41 Senadores ou mais (dos 80) vote pela saída de Dilma, ela é afastada e tem vinte dias para se defender das acusações. Existe um longo período de conversas e investigação até uma segunda votação.

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Nesse caso, são necessários dois terços dos votos dos Senadores para que haja a deposição da líder petista, ou seja, 53 votos. Hoje, dos 80 senadores, 48 já confirmaram que votarão pelo impedimento. 20 anunciaram que seriam contrários e 12 ainda não manifestaram sua indicação. Para que Dilma seja deposta, a oposição precisa conquistar cinco desses doze votos.  #Dilma Rousseff #Crise-de-governo