Na manhã desta sexta-feira, 22, a presidente #Dilma Rousseff realizou o tão esperado discurso na Organização das Nações Unida, em Nova York, nos Estados Unidos. O discurso da companheira política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aconteceu depois do líder boliviano, Evo Morales, aliado de Dilma. O tema da conferência da #ONU é sobre um acordo climático tratado em Paris, na França. Rousseff começou sua fala falando justamente sobre o acordo sobre o clima, que segundo ela é universal. As mudanças, segundo a presidente farão com que o mundo se torne mais sustentável. Ela ainda fez elogios ao governo da França.

Em seguida, a líder petista diz ter orgulho de seu país para chegar ao acordo.

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Rousseff disse que assegurará que o que foi assinado seja cumprido no Brasil. Ela ainda colocou que países em desenvolvimento tem conseguido índices muito bons para a melhora do meio ambiente. Dilma ainda disse que seu governo tomou medidas corretas para a proteção da mudança do clima. "Sem a redução da pobreza e da desigualdade, não será possível vencer essas mudanças", concluiu. 

"Não posso terminar meu discurso sem falar sobre a grave crise que vive o Brasil", começou a presidente a falar sobre a crise política. Ela disse que vai impedir que haja qualquer retrocesso político e autoritarismo. 

Golpe deve ser falado em entrevistas

De acordo com informações do colunista político Gerson Camarotti, da Globo News, após realizar seu discurso a presidente do Brasil deve dar uma entrevista coletiva a jornalistas de todo mundo, quando aí sim, ela falaria de forma contundente ao suposto "golpe" que está sofrendo.

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A mudança de estratégia teria acontecido, segundo Camarotti, ainda durante a viagem de Dilma para os Estados Unidos. Enquanto Dilma discursava, manifestantes contra e a favor do atual governo. Segundo a Globo News, esses dois grupos chegaram a se encontrar em frente à sede da ONU. Chegou a ter um princípio de discussão, mas que não demorou muito para acabar. 

A ida de Dilma à ONU era uma incógnita até dias antes dela confirmar sua viagem. Isso porque com a crise política no país, acreditava-se que ela preferiria ficar no Brasil tecendo sua defesa contra o processo de impeachment. Existia uma previsão de que ela falaria que o seu impedimento seria um golpe de estado, o que gerou grandes críticas de políticos e até juristas. Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) chegaram a dizer que a atitude da líder petista era um grande equívoco. Marina Silva disse em um artigo escrito feito especialmente para o UOL que esse tipo de discurso poderia afetar a diplomacia nacional, construída com muita luta e ao longo dos anos.  #Crise-de-governo