Nesta quinta-feira, 28, foi ao ar a entrevista da presidente Dilma Rousseff à CNN. Em dado momento, ela falou sobre a possibilidade de ser afastada antes mesmo dos jogos olímpicos do Rio de Janeiro. Ela disse que ficará muito triste caso isso aconteça. Segundo a líder petista, os motivos para tanta tristeza é o fato de seu governo ter se engajado fortemente para trazer grandes eventos ao Brasil. "Eu me esforcei desde o primeiro dia", disse a presidente. De acordo com a mulher que sofre um processo de #Impeachment, já no Senado, os jogos deixarão um legado muito grande para o país. 

Dilma disse que o governo deu total apoio para obras importantes de urbanização e na melhoria do transporte do Rio de Janeiro.

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A âncora do canal internacional questionou diversas vezes se Rousseff acreditava que tinha condições para governar, caso o processo de impeachment não passasse pelo Senado. A jornalista lembrou que menos de 10% da população brasileira acha o governo dela bom e que ela teve uma enorme derrota na Câmara dos deputados, o que culminou que o documento do impedimento fosse entregue com 367 votos ao Senado. Dilma então tentou explicar que popularidade não tirava um presidente do poder em lugar nenhum do mundo.

A âncora da CNN insistiu no seu questionamento, praticamente não dando uma resposta para Dilma, que disse que tentaria sobreviver. A presidente disse também que  seu maior companheiro político, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é certamente um político melhor do que ela. A declaração pegou muita gente de surpresa, já que notícias de bastidores dão conta que Rousseff negou ceder seu espaço a Lula durante as eleições de 2014.

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 Dilma se considerou uma pessoa "que faz" e devotada ao povo.

A presidente também avaliou que o machismo tem um papel no atual processo de impeachment, dizendo que provavelmente a mesma situação não estaria acontecendo se o presidente fosse homem. Ela afirmou ter uma "resistência imensa" para lutar por suas convicções. A conversa com a CNN foi gravada nesta quarta-feira, 27, mas por questões estratégicas só foi exibida um dia depois. O Planalto não comentou a repercussão da entrevista.  #Dilma Rousseff #Crise-de-governo