Em entrevista realizada nesta quarta-feira, 13, a jornalistas de todo o país no Palácio do Planalto, Brasilia, a presidente da república Dilma Rousseff disse que seria necessário aumentar tributos para vencer a crise. Ela, no entanto, prefere não se posicionar sobre que impostos seriam esses. "Nenhum país sai de crise sem aumento de tributo", disse a líder petista, vítima de um processo de #Impeachment e que pode em breve deixar o cargo mais importante do país. Questionada se esse imposto novo seria a CPMF, Dilma disse que não seria um só tributo, mas alguns. Rousseff, no entanto, preferiu não entrar na polêmica de que impostos seriam aumentados. 

O Ministério da Fazenda avalia aumentar as taxas pagas hoje para as pessoas físicas no imposto de renda.

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Atualmente, a última alíquota come 27,5% dos ganhos de quem a paga. O montante é um dos mais caros do planeta, assim como os impostos já pagos no Brasil, comparado ao que acontece na Suíça, cuja qualidade de vida é bem melhor que em terras tupiniquins. A presidente falou que hoje a política de tributos no Brasil é regressiva, mas que seria necessário torná-la progressista. A medida não é vista de forma positiva pelos empresários, que também já anunciaram, através de diversas instituições apoio a seu impedimento. 

A petista disse que apenas voltar com o imposto do cheque, a CPMF, não seria suficiente para reequilibrar as contas, que algo a mais precisaria ser feito. Dilma disse que aumentando impostos além de voltar as contas para o saldo positivo seria possível investir mais em programas sociais, como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida.

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Especialistas dizem que o maior problema do país é que o Estado tem poder demais e que isso além de custar caro traz problemas. 

Países desenvolvidos, como os Estados Unidos, por exemplo, abrem mão de algum serviço importante na hora de arrecadar e investir os impostos. Nos Estados Unidos, praticamente não existe saúde pública. Os americanos são obrigados a pagar planos de saúde para serem atendidos. Os que não podem pagar são atendidos por instituições de caridade, ou então penhoram bens para custear o tratamento.  #Dilma Rousseff