Na madrugada deste sábado, 16, a presidente Dilma Rousseff foi acusada de estar planejando um atentado terrorista contra o Brasil. A acusação foi realizada pelo deputado federal Jair Bolsonaro, eleito pelo PSC do Rio de Janeiro. A afirmação foi realizada quando ele discursava na Câmara dos deputados. Segundo Jair, o atentado estaria sendo planejado para evitar que Dilma entregasse o poder, pois seu processo de impeachment já estaria perto de ser concluído. O parlamentar lembrou ainda do episódio em que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) confirmou nessa semana que uma postagem feita no Twitter era mesmo de um dos integrantes do grupo de decapitação do Estado Islâmico.

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A confirmação gerou estranheza, não só pelo seu teor, mas por ter sido realizada quase seis meses depois que a publicação foi efetuada. De acordo com a Abin, a conta do terrorista que ameaçou o Brasil, chamando até o país de "merda", foi verificada e seria realmente verdadeira. Por conta disso, de acordo com a agência, os olhos da segurança nacional ficariam ainda mais atentos. Além do impeachment da presidente da república, o país receberá neste ano as Olimpíadas do Rio de Janeiro.

Bolsonaro ainda acusou Dilma de usar a agência para fazer jogo político e aterrorizar a população brasileira, que poderia ficar com medo de ir às ruas protestar contra ela. O parlamentar falou por cerca de dez minutos em uma sessão praticamente vazia, já que seu discurso aconteceu na madrugada.

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O parlamentar também disse que o Partido dos Trabalhadores (#PT) não entregaria o cargo depois da votação, mesmo que essa fosse desfavorável à presidente. A situação atual é "muito mais grave que o pré-1964", disse o deputado eleito pelo Rio de Janeiro. 

O medo de que os protestos sejam violentos fez com que o governo do Distrito Federal reforçasse a segurança da capital do país. Um enorme muro foi construído com a ajuda de presidiários do regime semiaberto. Ele será usado para separar as manifestações contra e a favor da presidente. Três mil policiais farão a segurança dos protestos, que terão ainda um enorme telão, no qual os presentes poderão acompanhar a votação ao vivo. #Lula #Dilma Rousseff