Nesta terça-feira, 12, a presidente Dilma Rousseff fez um dos últimos discursos antes da votação do processo de impeachment, prevista para acontecer no próximo dia 17. Mais uma vez ela bateu na tecla do golpe, mas o discurso desagradou até mesmo a partidos que eram chamados de aliados da líder petista. PP e PRB anunciaram oficialmente que não fazem mais parte da base aliada do governo e que vão votar de foram favorável pelo impeachment. Após a fala de Dilma, o presidente do PMDB, Romero Jucá, disse de forma educada que Rousseff está "desequilibrada". "Ela está perdendo completamente o equilíbrio", argumentou. Em seguida, ele lamentou o que chamou de perda da serenidade da petista. 

O PP era um dos partidos que ainda fazia promessas de permanecer com a representante do Partido dos Trabalhadores (#PT).

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A decisão pode provocar um movimento cascata e o Senador do partido, Ciro Nogueira, do Piauí, tende agora a seguir a opinião de sua legenda. O partido possui ao todo 47 deputados, a quarta maior bancada da Câmara. Essa foi uma das maiores perdas para a presidente em um momento delicado. A expectativa é que outras legendas possam fazer o mesmo nos próximos dias, já que esse é o movimento do momento. O dia havia começado com 298 deputados a favor do processo contra Dilma e terminou com a perspectiva de números ainda maiores nos próximos dias. O número de indecisos também diminuiu, enquanto os contra o impeachment permanecem no mesmo patamar desde o início. Ao todo são necessários 342 votos para que o processo passe para o Senado.

Já no Senado, apenas metade dos congressistas já é suficiente para que Rousseff seja afastada do poder por 180 dias.

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Para que ela seja deposta são necessários 60% dos votos. Mesmo que o processo de impedimento passe nas duas casas, Dilma ainda pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas enquanto o caso não é julgado, ela fica na condição deixada pelo executivo. Ou seja, caso o Congresso decida que ela tem que deixar a presidente, ela já deixa de ter o cargo enquanto tenta uma medida de "salvação" judicial.

Em tempo, até às 21h40 no horário de Brasília, segundo um gráfico feito pelo Estadão já eram 302 deputados a favor, 125 contra, 44 indecisos e 42 que não haviam respondido. Ou seja, faltavam 40 votos para o processo passar.  #Lula #Dilma Rousseff