Era para ser um momento único e histórico para o Brasil e para todos os brasileiros. Na manhã desta quinta-feira, 21, a tocha olímpica foi acesa na Grécia. A partir de agora está marcado oficialmente o período olímpico brasileiro, mesmo a meses no início dos jogos do Rio de Janeiro. No entanto, mais do que o acendimento da tocha, a ausência da presidente Dilma Rousseff foi muito sentida e repercutida em toda a mídia. Inicialmente, interlocutores da líder petista disseram que ela não iria à cerimônia por conta de seu #Impeachment. No entanto, enquanto a cerimônia acontecia, Dilma estava em um avião, em viagem para Nova York, nos Estados Unidos. 

Nos Estados Unidos, Rousseff discursará na Organização das Nações Unidas (ONU), que será sobre o acordo do clima discutido em Paris, na França.

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A previsão é que ela aproveitará o espaço planetário para voltar a dizer que está havendo um golpe de estado no Brasil. Será a primeira vez que um brasileiro irá à ONU falar mal do seu próprio país. Aliás, em raríssimas vezes isso aconteceu com líderes de outros países, mesmos nas crises mais profundas, que não chega ainda a ser o caso do Brasil. De acordo com três Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), esse tipo de discurso arranha a imagem de nosso país internacionalmente.

A falta da presidente em um evento pode ser vista como um mico mundial, especialmente porque essa é a primeira vez que os jogos olímpicos serão realizados na América do Sul, ou seja, algo muito importante não só para um país, mas para um continente. Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB (Comitê Olímpico do Brasil) e chefe do comitê Rio-2016 teve que "pagar" o pato.

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Ele discursou e precisou responder perguntas do porque Dilma não foi à uma cerimônia tão importante, mas estava em Nova York falando de golpe.

Um dirigente do Comité Olímpico Internacional (COI) também discursou. Ele tentou amenizar a situação, mas lembrou que existe sim uma crise muito grave no Brasil, mas que essa não deve ser capaz de atrapalhar o andamento das competições. Até o fechamento desta reportagem, Dilma ainda não havia chegado aos Estados Unidos.  #Dilma Rousseff #Rio2016