O vice-presidente da república, Michel Temer, chamado de "conspirador" por apoiar o movimento de impeachment da presidente Dilma Rousseff assumirá o cargo máximo da política brasileira nesta quinta-feira, 21, em pleno feriado. Ele ficará com o cargo temporariamente porque a líder petista decidiu voltar atrás e fazer uma viagem para o estado de Nova York, nos Estados Unidos. Lá acontecerá uma importante reunião da Organização das Nações Unidas (ONU). A reunião tem o objetivo de falar sobre o acordo de Paris, sobre mudanças para combater a alteração climática. A previsão é que Dilma permaneça no local por pelo menos quatro dias. A informação foi confirmada pelo UOL e também pelo jornal 'O Globo'. 

Segundo a jornalista Míriam Leitão, uma residência está sendo montada em Nova York.

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Ela pertenceriam a um dos nomes do Itamaraty. A expectativa é que Dilma aproveita a reunião para tentar construir alianças políticas, falando mais uma vez que seu processo de impedimento é um "golpe". Existe até a expectativa para que ela possa dizer isso na própria ONU. A entidade fez diversos pronunciamentos nas últimas semanas dizendo que tem certeza que o Brasil saberá solucionar a atual crise política, lembrando que o Brasil tem leis e instituições fortes, e que todas essas estão sendo seguidas e continuam atuando. 

Nesta terça-feira, 19, Dilma deu uma entrevista a jornalistas do exterior na qual voltou a criticar a votação realizada no último domingo, 17, na Câmara dos deputados. Rousseff disse que estavam torturando seus sonhos, criticou a fala do deputado federal Jair Bolsonaro, que na hora de votar fez uma homenagem a Ustra, um dos maiores torturadores da ditadura.

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Sobre esse caso, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) decidiu entrar com um pedido de cassação do mandato de Bolsonaro na Câmara. Além disso, a entidade pedirá um posicionamento da Comissão dos direitos Humanos da América Latina, sediada na Costa Rica. Após saber que a OAB ameaçava cassá-lo, Bolsonaro voltou a deixar sua opinião sobre Ustra. #PT #Dilma Rousseff #Crise-de-governo