A presidente da república Dilma Rousseff tem em mãos uma verdadeira fortuna para tentar se livrar do impeachment. Acusada de comprar deputados com R$ 1 milhão, que seriam revertidos para os seus estados de base em investimentos, a líder petista tem muito mais do que isso para oferecer, isso se quiser. De acordo com informações do jornal 'O Estado de São Paulo' em reportagem publicada neste domingo, 10, a movimentação dessa negociação com os parlamentares poderia ser de até R$ 38 bilhões. Esse seria o orçamento que ainda poderia ser utilizado neste ano.

Desse total, mais de R$ 6 bilhões são só para investimentos, justamente onde Dilma é acusada de intervir tentando evitar o pior para ela.

Publicidade
Publicidade

A denúncia da compra de deputados foi feita pelo jornal O Globo. Além dos que serão favoráveis a líder petista, receberiam R$ 400 mil os deputados que faltassem os se abstivessem. Para que o processo de impeachment de Rousseff passe pela Câmara, pelo menos dois terços dos deputados precisam ser favoráveis a ele.

O chamado "Balcão dos Negócios" já foi criticado diversas vezes na Comissão do Impeachment. A denúncia acabou culminando com dois grandes partidos se posicionando contra a presidente, o PMDB e o PSDB. O primeiro deles fez chapa com Dilma e pertence também ao vice-presidente, Michel Temer, que também pode ser alvo de um alvo de impeachment nos próximos dias. Isso porque o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que Eduardo Cunha deveria abrir a análise de um documento protocolado ainda no ano passado.

Publicidade

Após a intervenção do poder judiciário no executivo, Cunha disse que acataria o pedido, desde que outros nove processos contra Dilma fossem abertos. 

Enquanto isso, o governo estaria tentando negociar com partidos menores, o PP seria o maior deles. O Partido não é unânime em dizer se é contra ou a favor do processo, mas Dilma acreditaria que a troca de cargos ajudaria a legenda a esclarecer suas ideias. Por enquanto, a data, mesmo que ainda não oficial, para a votação é o dia 17, próximo domingo. A ideia é que os votos na Câmara sejam abertos e nominais. Ou seja, um a um, cada parlamentar dirá se é contra ou a favor ao processo.  #Lula #Dilma Rousseff #Crise