Apoiados pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um grupo de senadores decidiu entregar nesta quinta-feira, 28, uma carta para a presidente da república Dilma Rousseff. No texto endereçado à líder petista, eles pedem um gesto de grandeza e que ela renuncie o seu mandato. O objetivo é que a renúncia provoque uma aceleração de novas eleições, o que beneficiaria #Lula, que aparece como o primeira colocado nas pesquisas eleitorais. A carta é assinada por sete partidos diferentes, um deles o próprio PMDB, do vice Michel Temer, que assume o governo no caso de #Impeachment ou renúncia de Dilma. O pedido de renunciar também seria feito a parte do de Michel.

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As informações foram confirmadas pelo jornal carioca O Globo. 

As novas eleições dariam o chamado mandato tampão a quem vencesse, fazendo o presidente ficar apenas dois anos no poder. Mesmo renunciando, a proposta de novas eleições antecipadas precisaria passar através de uma proposta de emenda à constituição. É a isso que eles pedem apoio ou então a um plebiscito que avalie se deve ou não haver um novo pleito. A proposta do plebiscito é apoiada pelo presidente do Senado Renan Calheiros, que quer fazer essa consulta nas eleições municipais deste ano. Anteriormente, Dilma disse em diversas entrevistas e pronunciamentos que jamais renunciaria, assim como fez o ex-presidente Fernando Collor de Mello em 1992. Collor renunciou depois de ter perdido na Câmara dos deputados e na primeira votação do Senado, não esperando o resultado final do seu impeachment, que poderia demorar até 180 dias. 

Enquanto isso, Temer já trabalha em um proposta que impediria reeleições.

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Ou seja, um candidato ficaria no poder quatro anos e não poderia naquela eleição se candidatar novamente a cargos como o de presidente. O objetivo é fazer com que haja alternância do poder. Na redemocratização do país, a reeleição não era permitida, mas durante o governo Fernando Henrique ela foi aprovada, beneficiando o próprio presidente e mais tarde seu maior rival na política, Lula.  #Dilma Rousseff