A presidente Dilma Rousseff não concordou com a votação realizada na Câmara dos deputados no último dia 17, na qual o prosseguimento de impeachment da líder petista foi aprovado por 367 votos. De acordo com informações do G1 em reportagem publicada nesta terça-feira, 25, ontem a Advocacia-Geral da União decidiu protocolar um pedido de recurso na Câmara. O objetivo é simplesmente anular a sessão que demorou horas e foi contrária à Dilma. No pedido de recurso, a Advocacia-Geral da União quer ainda que o processo agora analisado pelo Senado pare de ser tramitado. Como argumento, o advogado de Rousseff, José Eduardo Cardozo, diz que houve irregularidades durante a votação. 

Com a palavra o presidente da Câmara

Uma das irregularidades apontadas pela defesa da presidente está o fato do relator do processo, Jovair Arantes, eleito pelo PTB de Goiás, ter feito um discurso antes da votação começar.

Publicidade
Publicidade

Outro ponto negativo, ainda segundo a AGU é o fato das bancadas terem indicado como seriam os seus votos. Apesar da indicação, como foi visto na hora de votar, muitos deputados não votaram conforme a legenda a qual foram eleitos. E isso aconteceu dos dois lados, o que votou contra e o que escolheu ser contra o prosseguimento de #Impeachment

O que também faz a companheira política do ex-presidente Luiz Inácio da Silva decidir pedir recurso está o fato de na hora de votar os deputados não terem usado como argumento o crime o qual ela é acusada. A grande maioria disse que votava por Deus, pela família ou pela cidade em que foi eleito (quando não os três). Apesar da reclamação, a sessão da Câmara não exigia que os parlamentares argumentassem o seu voto. Pelo contrário, objetivo é que ela fosse rápida, demorando no máximo 30 segundos por cada votos.

Publicidade

Ou seja, cada deputado deveria ir ao microfone dizer "Sim" ou "Não". 

É pouco provável que o recurso seja aceito. Isso porque para isso ele precisa ser analisado por um dos maiores rivais de Dilma, o presidente da Câmara Eduardo Cunha, eleito pelo PMDB do Rio de Janeiro. Além disso, Cunha não tem prazo para responder o pedido, o que pode fazer com que o impeachment já tenha sido até votado pelo Senado. Em uma cerimônia de entrada de moradias do 'Minha Casa, Minha Vida', Dilma fez duras críticas a Eduardo.  #Dilma Rousseff #Crise-de-governo