Já era noite desta terça-feira, 19, quando a presidente da república Dilma Rousseff teve uma atitude extremamente atípica, poucas vezes registrada nos quase seis anos em que ela está no poder. Dilma desceu a rampa do Palácio do Planalto para atender populares, que foram separados dela apenas por uma grade. Os populares, como era de se esperar, eram pró-Dilma, em sua maioria mulheres e chegaram ao número das centenas de pessoas. 

A mudança de comportamento estranhou até quem estava ali por ela. Sempre sisuda e muitas vezes autoritária, Dilma parecia um doce de pessoa. Aceitou dar beijinhos, ser abraçada e tirar muitas selfies, uma medida populista e que costuma dar certo com o povão.

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O fato de políticos abraçarem "pobres" e "ricos" é comum em períodos eleitorais e foi como em campanha que Dilma atendeu a todos, parecendo não ter qualquer pressa.

A aliada do ex-presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva ainda recebeu rosas e retribuiu sorrisos. De acordo com informações da Polícia Militar, no local estavam 400 pessoas. Por conta da presença da presidente, o trânsito precisou ser bloqueado durante alguns minutos, o que irritou alguns motoristas desavisados e surpreendidos com o momento ímpar. 

Apesar de tentar ser simpática, Rousseff em nenhum momento ficou sozinha. Praticamente abraçada por seguranças, ela era protegida de um possível ato de hostilização. Além dos seguranças, Rousseff estava acompanhada de Eleonora Menicucci, secretária de Políticas para Mulheres.

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O grupo chegou a gritar "Fica, Querida", fazendo contrariedade à frase "Tchau, querida", utilizada pelos deputados durante a  votação no parlamento que decidiu pelo prosseguimento do #Impeachment ao Senado.

O "Tchau, querida" foi entoado por Luiz Inácio Lula da Silva em uma conversa telefônica interceptada pela Polícia Federal e com a autorização da justiça. Do outro lado da linha estava a presidente Dilma. A interceptação gerou muita polêmica pois envolve alguém com foro privilegiado (Dilma). Não se sabe se o áudio com Rousseff poderá ser utilizado como provo contra Lula, que é investigado na Operação Lava Jato.  #Dilma Rousseff #Crise-de-governo