E a oposição já fez sua análise concreta sobre o discurso que a presidente da república Dilma Rousseff realizou na Organização das Nações Unidas (ONU) no último fim de semana. O fato de interlocutores da líder governamental terem vazado antes da hora qual seria o conteúdo do pronunciamento da petista fez com que houvesse pressão contra Dilma. A pressão deu certo e o discurso de denúncia do "golpe" simplesmente caiu por terra, virando um tiro pela culatra. Em terras tupiniquins a companheira política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou em uma fala agressiva, mas na hora 'H' se dedicou ao assunto da conferência da organização internacional, as possíveis mudanças para ajudar a evitar que a terra tenha a temperatura elevada, ou pelo menos para evitar que ela aumente tanto. 

Em entrevista à jornalista Vera Magalhães, um deputado federal que não teve o nome identificado fez a seguinte análise sobre a postura de Rousseff ao ir ao púlpito da Organização das Nações Unidas: "Agora não vejo a hora de um deputado governista vir falar em golpe na tribuna, para pedir a palavra e retrucar: se há golpe, então por que vocês não denunciaram na ONU?".

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Como a Blasting News chegou a repercutir, o discurso da petista na entidade internacional não foi um consenso nem com os petistas, que esperavam dela uma fala mais incisiva a respeito de seu principal argumento sobre o processo de #Impeachment, o de que há um "golpe" no Brasil. 

Nesta segunda-feira, 25, começou oficialmente o rito do impeachment no Senado. Foram escolhidos 21 Senadores para analisar o processo que veio da Câmara (votado favoravelmente por 367 deputados). Desses, apenas cinco manifestaram-se contra o impedimento, o que fará com que a votação aberta a todos os congressistas tenha enorme chance de já começar favorável para o afastamento da petista. De acordo com um infográfico realizado pelo Estadão, dos 81 Senadores, 50 já anunciaram que vão votar pelo afastamento de Dilma, 20 são contrários e 11 ainda não se manifestaram.

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Para essa fase, o número de votos mínimos para que haja o afastamento é de 41 potos. No entanto, mais para frente, para que haja a deposição, são necessários dois terços do Senado, ou seja, pelo menos 53 votos.  #Dilma Rousseff #Crise-de-governo