De acordo com informações da Folha de São Paulo em matéria publicada nesta sexta-feira, 08, documentos obtidos na justiça sugerem que duas empresas teriam promovido uma campanha difamatória contra o jornalista Leonardo Sakamoto, conhecido por tecer opiniões políticas na internet, muitas vezes polêmicas. As empresas seriam a JBS e a 4Buzz. Os documentos dizem que a campanha difamatória foi feita através de anúncios comprados no Google. Os papéis que indicariam que a dona da Friboi e a 4Buzz teriam financiado a ação foram obtidos pelo próprio Google e também pela GVT.

As duas empresas estariam patrocinando o link 'Leonardo Sakamoto Mente'.

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Ao pesquisar o nome do jornalista, esse é o primeiro link exibido pelo site de pesquisa. O mesmo acontece se for pesquisada a expressão 'Blog do Sakamoto'. A JBS, além da Friboi também é dona da Swift. Em 2014, a empresa teve faturamento recorde, de quase R$ 13 bilhões. Já a segunda empresa envolvida é bem menor, localizada no interior de São Paulo. A 4Buzz teria sido contratada pela dona da Friboi no ano de 2015 para combater um suposto boato ligando o nome do filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um dos donos da empresa. Lulinha não seria sócio da companhia. 

Em contato com a Folha de São Paulo, a JBS negou que tenha pago qualquer ação difamatória e que tenha relação com o link que faz ofensas ao jornalista. A assessoria da empresa disse que investigaria o caso. A segunda empresa supostamente envolvida no esquema para "derrubar" a imagem de Skamoto, a 4Buzz, também negou. 

De acordo com o texto do link patrocinado, o jornalista envolvido nessa polêmica teria recebido mais de R$ 1 milhão para chamar quem é seu opositor de mercenário.

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A suposta matéria foi publicada no site 'FolhaPolítica.org', que apesar do nome, não pertence a Folha de São Paulo. O site é conhecido por portar matérias falsas e verdadeiras, deixando muitas vezes os internautas confusos. Ao todo, a Folha Política tem mais de um milhão de seguidores só no Facebook. Apesar das evidências, o texto difamatório ainda continua no ar.  #Crime #Investigação Criminal