O empresário Ronan Maria Pinto, sócio e presidente do Diário do Grande ABC, foi preso na manhã desta sexta-feira (1º), em Santo André, na 27ª fase da Operação #Lava Jato. Além dele, Sílvio Pereira, mais conhecido como "Silvinho Land Rover", ex-secretário-geral do PT, também foi preso na operação chamada "Carbono 14". A ação conta com 50 policiais federais que estão cumprindo 12 ordens judiciais, sendo 8 mandados de busca e apreensão, 2 de prisão temporária e 2 de condução coercitiva.

Leia também: Impeachment no Michel Temer já está sendo arquitetado

De acordo com a Lava Jato, o empresário de Santo André é suspeito de ter recebido R$ 6 milhões de reais para comprar o maior jornal regional do Brasil.

Publicidade
Publicidade

Ronan ainda é dono da Expresso Nova Santo André, empresa de ônibus que também está sendo alvo de busca e apreensão.

Os crimes sob investigação da #Polícia Federal são de fraude, extorsão, falsidade ideológica, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. Os presos foram encaminhados para a Superintendência da Polícia Federal, que fica em Curitiba (PR).

Diário do Grande ABC

Uma das empresas de Ronan, o Diário do Grande ABC, está sendo alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal e hoje, logo nas primeiras horas da manhã, os funcionários não puderam entrar na sede do jornal por conta da operação. Por volta das 8h30, a entrada foi liberada parcialmente para que colaboradores e jornalistas pudessem circular em parte do prédio onde não ocorria a ação dos policiais.

Leia também: Juiz Sergio Moro se torna incompetente para julgar

Caso Celso Daniel

Em entrevista cedida a radio Jovem Pan, hoje de manhã, o irmão de Celso Daniel, assassinado em janeiro de 2002, Bruno Daniel, afirmou que a operação Lava Jato é um caminho que poderá trazer respostas para o crime que ocorreu com o ex-prefeito de Santo André. “Eu acho que a Lava Jato avança e a gente tem a expectativa que haja esclarecimentos em relação a tudo o que aconteceu com meu irmão e outras pessoas que foram mortas depois dele”.

Publicidade

Vale reforçar que o nome do empresário chegou a ser citado em 2012, quando o operador do mensalão, Marcos Valério, disse em depoimento que Ronan estava chantageando o ex-presidente Lula por ter informações sobre a morte de Celso Daniel e que por isso foi paga a quantia de R$ 6 milhões. #Petrolão