De acordo com informações do site Estadão em matéria publicada nesta segunda-feira, 25, um grupo de Senadores quer suspender a Comissão do #Impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado. Eles querem que Dilma seja julgada junto com o vice-presidente, Michel Temer. Para que isso ocorra, são necessários a maioria dos votos da Comissão e fazer com que o processo de impedimento volte para a Câmara dos deputados, que votaria um "impeachment conjunto". O requerimento ficará a cargo do presidente do Senado, Renan Calheiros, do mesmo partido de Michel Temer. Ao todo, assinam o pedido quase 10% do Congresso, sete Senadores. Entre os nomes se inclui o do congressista Cristovam Buarque, eleito pelo PDT do Distrito Federal. 

Caberia também ao Senado decidir como isso ocorreria.

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Um advogado consultado pela Blasting News disse que a iniciativa poderia provocar problemas e acabar indo parar no Supremo Tribunal Federal (STF), além de demorar ainda mais para que seja votada. Além disso, o processo de Dilma já foi aprovado na Câmara, o que não motivaria que o mesmo fosse realizado duplamente. O ideal, segundo a fonte consultada é que Temer fosse julgado separadamente. Isso porque nem todos os crimes apontados para um necessariamente recairiam sobre o outro. A proposta teve o apoio do Partido dos Trabalhadores (PT), que assinou o pedido a Renan Calheiros.

Até o fechamento desta reportagem, o presidente do Senado ainda não havia dado resposta sobre o pedido inusitado. É pouco provável que esse seja aceito, até porque poderia fazer cair por terra o processo de impedimento da líder petista.

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Nesta segunda-feira, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um discurso inflamado em um hotel de São Paulo. Ele estava  em uma reunião com líderes políticos de diversos continentes. De acordo com Lula, o impedimento contra Dilma que está no Senado é o pior "golpe" visto no Brasil desde o de 1964, quando foi instalada a ditadura no país. Ele ainda acusou a TV Globo de tentar governar o país e a operação Lava Jato de correr o risco de ter novos protagonistas do lado errado da política com a prisão de diversas personalidades.  #Dilma Rousseff #Crise-de-governo