A presidente da república Dilma Rousseff escreveu uma carta aberta publicada neste sábado, 16, na Folha de São Paulo. Um dia antes de acontecer a votação fatídica na Câmara dos deputados, prevista para este domingo, 17. No texto, considerado grande, ela volta a dizer que querem derrubá-la da presidência e que isso está fazendo a tolerância ser testada ao limite. Assim como fez com o pronunciamento que nem chegou a ir ao ar em rede de cadeia de rádio e televisão, a equipe da presidente focou nos supostos problemas que sua deposição poderiam levar ao Brasil. 

Rousseff fez o chamado discurso do medo, dizendo que o Brasil vive sob o risco de um golpe de estado e que ela lutou muito justamente para acabar com outro período nebuloso do país, a ditadura.

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A presidente contou que tem se esforçado para honrar os 54 milhões de votos que foram dados à ela, mas que ninguém precisava gostar de sua figura, pois não era obrigado. Dilma pediu que o voto da maioria fosse respeitado e que o golpe não fosse dado. 

De acordo com Rousseff, ela não é acusada de crime nenhum e também nunca cometeu qualquer crime. Assim como fez o ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva em um vídeo publicado na internet, a líder petista disse que a oposição estaria prometendo algo que não poderia cumprir, pedindo aos brasileiros para que não se iludissem com o que estava sendo proposto. Lula chamou a artimanha prevista na constituição, o #Impeachment, de "canto das sereias". Com lágrimas nos olhos, assim como Dilma, ele pediu apoio e que os brasileiros estejam nas ruas: "confio em vocês".

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A presidente lembrou os programas sociais de seu governo e assim como fez no pronunciamento em vídeo, deu a entender que esses programas seriam suspensos ou afetados com sua saída da presidência. Ela falou ainda que os problemas da economia estão se revertendo. A inflação, segundo a petista, já volta a patamares mais baixos, fazendo com que o poder de compra dos brasileiros voltasse a aumentar. Ela ainda pediu que tivesse mais recursos para investir nesses programas e que já enviou uma proposta para o Congresso Nacional.  #Dilma Rousseff