O jornalista Thomas Traumann trabalhou no Palácio do Planalto sendo porta-voz da presidente da república Dilma Rousseff. Era ele quem lia anúncios importantes, quando por ventura a líder petista não podia ou não queria falar. Além disso, Thomas também foi Ministro da secretaria de comunicação. Em entrevista publicada no UOL nesta quarta-feira, 13, o profissional da mídia disse que não acredita mais que o governo consiga reverter o processo de #Impeachment contra a companheira polícia do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O motivo é óbvio, Dilma e seu aliados demoraram muito para reagir a votação que acontece neste domingo, 17, a partir das 14h na Câmara dos Deputados. 

Segundo o ex-porta-voz de Dilma, a derrota de Rousseff começou quando o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, recomentou à mais suprema corte do país, o STF, que a nomeação de Lula fosse anulada.

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Isso acabou dando muito fôlego para a oposição. O jornalista deixou de ser Ministro uma semana depois que um documento reservado fazia críticas ao governo por conta da comunicação errada que ele estaria fazendo, prevendo o que chamava de "caos político". Janot disse que a nomeação do ex-presidente poderia ser um elemento de desvio de finalidade de Rousseff. 

"Acho que acabou", desabafou o ex-Ministro do governo petista, que avaliou ainda que não consegue observar nenhuma possibilidade de reação. De acordo com ex-porta-voz, uma coisa é a oposição falar mal da nomeação do ex-presidente para o cargo do Ministério da Casa Civil, a outra é isso vir de uma avaliação formal da procuradoria. 

O jornalista lembrou ainda que Dilma demora para reagir e que até agora não tem feito isso. O que ocorre agora, segundo ele, é uma espécie de efeito cascata, com partidos até então aliados votando contra o governo.

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Além disso, muitos parlamentares estariam se questionando nesse momento se os acordos propostos por Rousseff teriam alguma condição de serem cumpridos. De acordo com o Placar do Impeachment, atualizado diariamente pelo estadão, até às 16h30 desta quarta, 320 deputados já tinham se pronunciado a favor do processo, 125 contra e outros 68 ainda não haviam se pronunciado. Neste caso, a oposição precisaria conquistar 12 dos 68 indecisos ou que não quiseram responder. #PT #Dilma Rousseff