Na tarde deste domingo, 17, a polícia militar do Distrito Federal apreendeu diversos objetos que deveriam ser evitados com um grupo a favor da presidente da república Dilma Rousseff. Na apreensão estavam canivetes, facas, garrafas, estiletes e paus pontiagudos. O grupo se dirigia para a Esplanada dos Ministérios, onde manifestantes contra e a favor do impedimento de #Dilma Rousseff se aglomeravam. Até a última estimativa feita pela polícia do DF, 25 mil pessoas estavam no local, dividido por um enorme muro. 17 mil delas seriam contra o governo, 8 mil a favor. Movimentos sociais criticaram os números divulgados pela PM, dizendo que a instituição não sabia contar.

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Durante todo o dia, protestos aconteceram em todo país, mas em menor número do que as instituições de segurança esperavam. Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais tinham os maiores protestos. Na maior cidade do país, duas grandes manifestações eram registradas. Uma organizada por movimentos sociais era a favor de Dilma Rousseff. Essa acontecia no Vale do Anhangabaú. Outra, pró impeachment era realizada na Avenida Paulista, São Paulo. Vários quarteirões da "rua" mais famosa de São Paulo haviam sido ocupadas. 

Enquanto milhares de brasileiros iam às ruas, os parlamentares votavam na Câmara dos deputados a respeito do impeachment da presidente Dilma. São necessários 342 votos para que a líder petista tenha seu governo em observação para o Senado, que poderá julgar se o processo é ou não válido.

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Por lá, caso mais da metade dos Senadores votem contra Rousseff, ela é afastada. O parecer final demora até, no máximo, 180 dias. Nesse tempo, a presidente tem até 20 dias para se defender.

De acordo com o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, a líder do #PT e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estariam planejando sair do país para conseguir aliados no exterior. Em conversas com líderes de todo o mundo, eles tentariam apoio, dizendo que o impeachment de Dilma é um golpe. A mesma estratégia já está sendo utilizada aqui no Brasil, quando ambos líderes políticos chamaram repórteres para conversas privadas. Nelas, eles tentam convencer que Dilma não cometeu qualquer tipo de crime e que a oposição está tentando chegar ao poder antes da hora.  #Crise-de-governo