O nome do Senador Raimundo Lira, eleito pelo PMDB da Paraíba, deve ser ouvido bastante nos próximos dias. Isso porque ele é o homem que preside agora a Comissão do impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado. Conhecido por ser um estudioso do direito, Raimundo conhece bastante a constituinte. Em entrevista publicada nesta terça-feira, 26, ao site da Revista Veja, ele comparou a atual crise com a de 1992, quando Fernando Collor de Mello acabou pedindo a renúncia. Na conversa com a polêmica revista, ele ainda contestou mais uma vez a tese de golpe utilizada pela líder do governo, a de que seu processo de impedimento é um "golpe". De acordo com o Senador, esse discurso só funciona com quem já apoia Dilma, os eleitores petistas. 

A revista questionou o fato do Senador ter apoiado o governo de Fernando Collor, mas agora querer  a deposição de Rousseff.

Publicidade
Publicidade

Raimundo então explicou que os casos, apesar de parecidos, mostram um momento histórico diferente e que Collor não sofria com uma crise econômica, como é o caso de Dilma. Ele lembrou que o que existia era crise política e que não demorou para as coisas melhorarem assim que Itamar Franco assumiu o governo. O Senador considera a crise atual pior do que a de Collor, o que não significa que a presidente Dilma seja mais frágil. Em 1992, Collor teve quase uma unanimidade contra ele, das ruas e do Congresso. Dilma agora tem uma minoria a seu favor, disse o Senador, mas minoria que existe e faz algum tipo de barulho.

A previsão é que a votação pelo afastamento de Rousseff no Senado aconteça no dia 11 ou 12 de maio. Tudo vai depender da evolução da Comissão. Um parecer será aprovado, a favor ou contra ao processo que chegou da Câmara com 367 votos favoráveis a sua abertura.

Publicidade

Em seguida, a votação é aberta no Congresso. Para passar o afastamento é necessário pelo menos metade (mais um voto) dos Senadores presentes, desde que o quórum mínimo seja de 41 Senadores. Se os 81 Senadores em exercício comparecerem, os votos para o afastamento são no mínimo 41. Então Dilma é afastada, tem 20 dias para se defender e o Senado 180 dias para realizar outra votação, a da deposição. Nesse caso, não tem quórum mínimo e são necessários 54 votos dos 81 possíveis pela deposição.  #Dilma Rousseff #Impeachment #Crise-de-governo