Um caso que aconteceu durante as manifestações deste mês contra e a favor da presidente Dilma Rousseff ainda gera repercussão nas redes sociais. O fotógrafo Beto Novaes, muito parecido com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva trabalhava normalmente para o jornal Estado de Minas, quando foi surpreendido por manifestantes revoltados na capital do estado de Minas Gerais, Belo Horizonte. O domingo do dia 12 não será esquecido tão cedo por ele. Ele disse a veículos de comunicação que desde que chegou aos protestos ouviu solicitações para que deixasse o local. Na Praça da Liberdade, onde aconteceu uma manifestação a favor do #Impeachment, o clima esquentou. 

Ele registrava uma foto com uma senhora, quando recebeu chutes de diversas pessoas.

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Segundo o jornal O Estado de São Paulo, a ocorrência não foi registrada na Polícia Militar e Beto decidiu sair da manifestação e voltar para a redação. O Ministério público disse que já recebeu uma solicitação para investigar o episódio e que agora deve analisar o que fazer. O primeiro passo foi pedir uma apuração rigorosa da polícia militar. Beto pode ser chamado para detalhar o que acontece com ele. 

Quem também se pronunciou sobre o episódio foi Kerison Lopes, que representa o Sindicato dos Jornalistas de Minas. Segundo ele, a agressão mostra o ápice da irracionalidade e que aconteceu apenas pelo fato do fotógrafo ser muito parecido com um político brasileiro, no caso #Lula. O Sindicato solicitou que uma reunião fosse feita com a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do estado de Minas Gerais.

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Outras entidades também repudiaram a agressão ao jornalista, que apenas trabalhava para informar aos brasileiros o que acontece no país. 

A TV Globo também teve dificuldades para transmitir boa parte das manifestações, especialmente as contra o impedimento. Isso porque o canal é acusado de promover um suposto "golpe midiático" no país, utilizando sua programação, segundo os manifestantes, para denegrir a imagem do Partido dos Trabalhadores (PT) e da presidente da república #Dilma Rousseff