Francisco Welfort já foi Ministro da Cultura e é um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT). Neste sábado, 16, ele foi objeto de uma entrevista à Revista Veja, publicada em seu site na véspera da votação do #Impeachment contra a presidente da república Dilma Rousseff, que ocorre neste domingo, 17. Apesar de fundar a legenda hoje liderada pelo ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva, Francisco, que também é cientista político decidiu abandonar o partido bem antes de tantos escândalos que vimos nos últimos anos, como o mensalão e mais recentemente a operação Lava Jato, que apura o desvio de dinheiro da maior estatal brasileira, a Petrobrás, para ser utilizado em um esquema de corrupção. 

Na entrevista, o fundador do #PT  deu um verdadeiro esculacho na presidente da república e diz: "Merece o impeachment".

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De acordo com Welfort, o partido se tornou mais do mesmo e hoje não tem nem mais como se defender. O cientista político explicou ainda que o processo de impedimento tem o objetivo de corrigir algo que não funciona mais, que está errado e que hoje a líder petista não tem mais qualquer competência para agir politicamente e que parece detestar o diálogo com outros parlamentares. "Trata-se de uma administradora incompetente politicamente", explicou. 

O fundador de um dos maiores partidos do país disse também que a líder petista mentiu sobre a grave crise que enfrentamos e que para se reeleger aplicou um golpe, dizendo que seus adversários não tomariam ou tomariam determinadas medidas. O mesmo que ela condenou é o que ela vem fazendo, segundo o cientista política. Ele ainda explica a questão das pedaladas fiscais, que envolvem um montante de dinheiro enorme, pegos fora do orçamento previsto em lei. 

De acordo com um levantamento feito pelo site do estadão e visto pela nossa reportagem pela última vez às 15h25, 344 parlamentares haviam se posicionado a favor do impedimento de Dilma, 122 contra e outros 36 não foram encontrados, podem faltar ou então ainda estão indecisos.

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Para que o processo vá ao Senado são necessários 342 votos. Durante todo o dia, Dilma e o vice-presidente, Michel Temer, tentaram negociar com os deputados. Ela até cancelou compromissos já agendados.